segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Justiça autoriza psicólogos e assistentes sociais a ouvir depoimento de criança vítima de violência

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Com a decisão, psicólogos e assistentes sociais poderão acompanhar depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, sem correrem o risco de responder a processos administrativos (Julia Soul / Creative Commons)


Brasília – A Justiça Federal no Ceará acatou pedido do Ministério Público Federal (MPF) e decretou a nulidade das resoluções do Conselho Federal de Psicologia e do Conselho Federal de Serviço Social que impediam profissionais das categorias de atuarem no chamado Depoimento sem Dano ou Depoimento Especial. A sentença suspende, em todo o país, os efeitos das resoluções. Com a decisão, psicólogos e assistentes sociais poderão acompanhar depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, sem correrem o risco de responder a processos administrativos. Os processos instaurados pelos conselhos com base nas resoluções, que foram anuladas, devem ser paralisados.
O Depoimento sem Dano é uma prática que vem sendo adotada em casos de violência sexual de crianças e adolescentes, e que visa a reduzir traumas aos jovens e testemunhas de violência sexual durante a produção de provas judiciais. No depoimento, a vítima e o réu não ficam frente a frente. A criança, neste caso, fica em outra sala e dá o seu depoimento a um psicólogo ou assistente social. O relato é transmitido na sala de audiência por um sistema interno de TV.

Posicionamento do CFESS

O Conselho Federal de Serviço Social reafirmou, em nota, que "não reconhece como atribuição ou competência de assistentes sociais a inquirição de crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual, no processo judicial" e que considera a utilização da metodologia função "própria da magistratura, e não possui nenhuma relação com a formação ou conhecimento profissional de assistentes sociais". O conselho também informou que está empenhado em "adotar todas as medidas judiciais cabíveis a fim de reverter tal decisão".
Psicólogos e assistentes sociais argumentam que devem atuar dentro de um processo de escuta – a ideia é estabelecer uma relação acolhedora e não invasiva que visa a superação dos traumas e a não revitimização, sem a necessidade de produção de provas.



Por  Carolina Pimentel



sábado, 17 de agosto de 2013

SUAS completa oito anos

A secretária Nacional de Assistência Social do MDS, Denise Colin, fala ao NBR Entrevista sobre o Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Na entrevista, a secretária aborda as conquistas e metas do Suas, entre as quais a de levar a proteção social aos municípios brasileiros e ampliar, em cada um deles, a cobertura dos serviços.
Veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=Ettruivopsw
FONTE: https://www.facebook.com/MDSComunicacao?hc_location=stream 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

MOMENTOS METODOLÓGICOS



O processo interventivo do Serviço Social, na perspectiva crítica se efetiva através dos chamados momentos metodológicos que se articulam organicamente, uma vez que são referenciados pelo método dialético.

Para a efetivação desses momentos é preciso o profissional utilizar:
As abordagens (individual, grupal e comunitária), os instrumentos, as técnicas e as  atividades que se constituem instâncias concretas e motivadoras para a população uma vez que, buscam responder às suas necessidades. Como a nossa particularidade é a assistência Social as atividades se configuram nessa área. Entretanto, são as ações profissionais que vão concretizar os objetivos profissionais.

Como fazer – processo interventivo do Serviço Social.
Momentos metodológicos - “o método é um conjunto de procedimentos interligados e interdependentes, que fundamentado em uma teoria científica de análise da realidade,  adaptado a ela, permitirá orientar as experimentações profissionais, em oposição aos modelos mecanicistas do conhecimento”. Objeto e sujeito não existem independentemente.
Momentos metodológicos:
· conhecimento sistematizado da realidade (dimensão  investigativa);
· estabelecimento de estratégias e táticas (dimensão estratégica);
· avaliação (dimensão avaliativa).
Estas três instâncias se desenvolvem articulando objeto e objetivo.
Para a efetivação desses momentos é preciso o profissional utilizar:
As abordagens (individual, grupal e comunitária), os instrumentos, as técnicas e as  atividades que se constituem instâncias concretas e motivadoras para a população uma vez que, buscam responder às suas necessidades. Esses momentos pressupõe criar formas de registro, pesquisar, planejar, monitorar e estabelecer indicadores de avalição. Como a nossa particularidade é a assistência Social as nossas ações se configuram nessa área. Dessa forma, as ações profissionais é que vão concretizar os objetivos profissionais.

1º MOMENTO DE CONHECIMENTO SISTEMATIZADO DA REALIDADE – DIMENSÃO INVESTIGATIVA.
A teoria e o método encontram-se imbricados na perspectiva marxista o que implica:
· reconhecer a classe trabalhadora como sujeitos da ação profissional;
· a ação profissional é construída como processo dinâmico, percebida como processo e como movimento, portanto, desconstruída e reconstruída cotidianamente, a partir do lugar onde é desenvolvida, contemplando a  análise  conjuntural, institucional, social na perspectiva da totalidade da vida social. A condição para reconstrução da realidade é a unidade sujeito /objeto que implica na relação de unidade entre teoria e prática.

Para compreender e intervir na realidade com competência é preciso:
· competência teórica, técnica, política, ética e relacional.

O Assistente Social em sua prática cotidiana defronta-se com:
· imposições institucionais -  normas rígidas, regulamentos, normas ligadas a valores políticos, religiosos, culturais, étnicos, diferenças de projeto de sociedade. O importante é nessa contradição buscar possibilidades para construir projetos que venham a superar limites institucionais na direção da consecução dos objetivos profissionais e do atendimento com qualidade à população usuária.

· fenômenos conjunturais – momento histórico favorável ou desfavorável, para caminhar na direção do projeto de sociedade de interesse da população usuária. Por isso é fundamental saber decifrar a conjuntura econômica, política, administrativa da instituição seja pública ou privada.
· fenômenos estruturais -  impostos pelo sistema capitalista.
· limitações profissionais -  falta de clareza do projeto político crítico da profissão, bem como da suas identidade profissional , bem como desatualização profissional, bem como não participação em fóruns de discussão dos interesses coletivos.

Para uma prática com efetividade é preciso conhecer a realidade (através da pesquisa), analisando as seguintes questões:
· econômicas – relações de produção; conhecer o lugar que os usuários ocupam no modo que a sociedade tem de produzir a riqueza, ou seja a ralação com o trabalho;
· ideológicas, políticas e culturais – estrutura de poder derivada das relações sociais  dadas relações de forças, mapeamento ideológico, valores, interesses, aspirações, consciência, representações, entre outros.
· sociais – de educação, de lazer, de segurança, de habitação, saneamento básico, dinâmica familiar, e as outras questões que compõem a qualidade de vida do homem.

É importante compreender que estas questões serão identificadas a partir das demandas postas pela população usuária, que nada mais são que as expressões concretas da vida cotidiana decorrente do trabalho, que se constitui a instância fundante da sociabilidade. Estas expressões são configuradas nas diversas relações estabelecidas no trabalho, família, vizinhança, nos bairros, sindicatos, associações, igrejas, etc.
Daí, que estas demandas têm que ser compreendidas a partir das relações de produção capitalista e da correlação de forças que possa existir na sociedade brasileira, compreendendo e decifrando à questão social. Dessa forma, o assistente social poderá localizar na totalidade os elementos constitutivos das singularidades. A ação profissional terá como fundamento a realidade concreta, a partir da interpretação crítica, visando a superação.
Nessa perspectiva entende-se que a modificação do todo só se realiza, após um acúmulo de mudanças nas partes que o compõem.
A partir daí, poderá realizar-se a interpretação diagnóstica. Para isso precisamos colher dados em relação a todas as questões que compõem a qualidade de vida de uma população, tais como: trabalho/renda/gasto, saúde, educação, habitação, esgoto, lixo, cultura, organização participação, níveis de consciência, segurança pública, potencialidades, expectativas, qualificação profissional, lideranças, lazer, transporte, comunicação.
Os dados obtidos deverão ser interpretados e coordenados. Dessa forma, a partir das categorias teóricas encontram-se os laços existentes entre os fenômenos descobrindo-se a essência dos mesmos, percebendo assim seus condicionamentos.
Ainda nesse momento teremos condições de estabelecer prioridades e formular alternativas de ação.
O conhecimento é processual e a partir das intervenções realizadas, estes poderão ser reformulados, ou negados e serão transformados em novas sínteses.

Para tal precisamos de conhecimento da realidade – para conhecer nos inserimos e utilizamos estratégias e táticas, abordagens (individuais, grupais e comunitárias), instrumentos, atividades e ações profissionais.
O que é conhecer a realidade? e para que conhecemos?
Compreender a realidade é captar seus movimentos contraditórios expressos nas desigualdades sociais políticas, econômicas, políticas e culturais.
É captar detalhes das formas como se expressa a exclusão social no cotidiano da população.
É apreender a pobreza material e a política, buscando as conexões essenciais. Isto quer dizer que teremos de estabelecer a relação entre os fenômenos e suas essências, a partir do real vivido pela população.
Apreender a realidade é percebê-la detalhadamente e para isso é preciso territorializar e qualificar a exclusão social.

FORMAS DE INSERÇÃO NA REALIDADE PARA CONHECIMENTO:
Como o assistente deve se inserir na realidade para não somente conhecê-la, mas para realizar a intervenção propriamente dita.

1 - Institucional:
Conhecimento conforme análise institucional e análise de conjuntura.
· A partir do conhecimento (mapeamento/qualificação da exclusão) apreende os objetos de intervenção, bem como às categorias teóricas , buscando-se as chamadas teorias setoriais que servirão de subsídios científicos. Estes objetos de intervenção sempre estarão circunscritos nas respostas à pergunta que exclusão é esta? Como a qualifico?;
 · Insere-se em programas e projetos existentes ou os elabora,
· Parte das demandas institucionais postas e infere às profissionais;
· Elabora o perfil de usuário. Este perfil deverá conter todas as questões que determinam o padrão básico de inclusão social. O padrão básico de inclusão é composto pelas necessidades humanas básicas – abrange respostas às questões materiais e políticas;
· sistematiza os conhecimentos, elabora  indicadores de avaliação- tendo como horizonte a inclusão e a melhoria da qualidade de vida;
· Elabora projeto de intervenção;
· Elabora instrumentos de registro.

               
2 - Comunitário:
· Busca conhecer as questões gerais da comunidade, que dizem respeito à qualidade de vida: saneamento básico, água, iluminação pública, trabalho e renda, aspectos culturais, educacionais, lazer, existência de grupos formais e informais, comunicação, transporte, organização, participação, níveis de consciência.
·  capta a existência de movimentos organizativos, identifica as lideranças formais e potenciais;
· perfil detalhado da população, ou seja,  quem são as famílias? composição familiar, faixas etárias, tipos de famílias – nuclear ou estendida, monoparental, bem como as situações de educação, de trabalho, de saúde, e demais questões que compõem um padrão básico de vida. Pode-se utilizar como instrumento a pesquisa inclusive a pesquisa participante;
· identifica-se os objetos de intervenção. Estabelece prioridades. Caso utilize a pesquisa participante elabora-se o planejamento participativo;
· desenvolve-se a intervenção, avalia, sistematiza e democratiza os resultados.

No trabalho em comunidades poderemos desenvolver o seguinte esquema metodológico:
1º momento –conhecimento da realidade – determinação das problemáticas – inventário das situações – registro - apresentação aos grupos.
2º momento – Problematização – discussão com a comunidade, estabelecimento de prioridades – compatibilização entre o desejável e o possível.
3º momento – organização para a ação -  dividir trabalho por eixos, - nuclear os grupos em  função do trabalho, aglutinando interesse. Determinação de objetivos, programação de atividades, distribuição de tarefas e execução dos projetos.
Neste momento é muito importante não esquecer a identificação de lideranças, grupos informais, quais os tipos de formas organizativas existentes. Deve-se sempre aproveitar os grupos existentes.
4º momento – Acompanhamento e avaliação; reajuste dos objetivos; avaliação do impacto na realidade.

2.1 - Abordagem grupal.
Os grupos podem ser formais e informais, bem como motivados e espontâneos; passam por fases que deverão ser identificadas e abordadas de maneira competente.
Fase pré-grupo – é a fase inicial do grupo, caracteriza-se pelo predomínio de interesses e objetivos individuais que podem ser:
· desejo de ser como pessoa;
· obter prestígio;
· afirmar-se;
· buscar reconhecimento;
· por conta disto acontece choque de valores e choques de expectativas.

Compete ao assistente social:
· compreender que o desenvolvimento global do grupo recebe influência positiva ou negativa da estrutura emocional do grupo;
· criar relações pessoais de ajuda através de uma conduta que estabeleça uma atmosfera permissiva, onde as interações entre os participantes sejam estimuladas;
· considerar que devido a situação inestruturada do grupo, qualquer situação que mereça mudança de idéia , comportamento ou necessidades desencadeia inquietudes;
· realizar atividades e dinâmicas para fortalecer a interação  que possibilite a manifestação dos  sentimentos;
· aplicar técnicas de estímulo ao diálogo, uma vez que o silêncio é muito comum nessa fase;
· observar as normas com as quais o grupo vai se organizando;
· o assistente social nessa fase realiza algumas tarefas do grupo;
· o apoio na área emocional, os indivíduos precisam de estímulo.
  Papel do assistente social:
· informante – não deve se negar a ajudar a descobrir;
· facilitador da dinâmica.

Fase de transição

Nesta fase, as pessoas buscam objetivos comuns, que ultrapassem os interesses individuais; ocorrem os conflitos de papéis e liderança, competição. Alguns indivíduos buscando seus papéis perturbam a estrutura existente.
O assistente social deve:
· facilitar a comunicação;
· utilizar atividades para facilitar a reflexão e o diálogo;
· levar as pessoas a se compreenderem;
· avaliar o andamento do grupo;
· conhecer as relações afetivas ou não dentro do grupo – distância e proximidade das relações de grupo;
· focalizar a atenção na pessoa no papel e no grupo;
· tentar elaborar um plano de ação.

Grupo

· sentimento de nós – objetivo coletivo – tornando-se coeso e capaz, os objetivos individuais ficam subordinados aos do grupo;
· aceitam-se mutuamente;
· interagem;
· há um consenso de 3 expectativas e um compromisso com os objetivos;
· redefinição de papéis de acordo com as potencialidades;
· estrutura organizada de comunicação- poder – posições, etc. Nome – rotinas.
O assistente social deve:
· capacitar e integrar;
· trabalhar os problemas do grupo;
· possibilitar ao grupo adquirir novas capacidades,  redimensionar sua cultura, enfrentar novas situações.

2º - MOMENTO METODOLÓGICO- ESTABELECIMENTO DE ESTRATÉGIAS E TÁTICAS – DIMENSÃO ESTRATÉGICA

Considerando que a nossa intervenção profissional possui uma direção estratégica contrária ao projeto burguês vigente, as nossas estratégias profissionais são sempre estabelecidas a partir de uma profícua análise da correlação de forças, das relações de poder, entre outros para podermos definir processos que contribuam para a desestruturação do que é imposto pelos que dominam ao cotidiano da população subalternizada e que também possibilitem seu fortalecimento (empoderamento).   Segundo Faleiros “As estratégias são processos de articulação e mediação de poderes e mudança de relações de interesses, referências e patrimônios em jogo, seja pelo rearranjo de recursos, de vantagens e patrimônios pessoais, seja pela efetivação de direitos, de novas relações ou pelo uso de informações. [...] implicam investimentos em projetos individuais e coletivos que tragam a rearticulação de patrimônios, referências e interesses com vistas à reprodução e à representação dos sujeitos históricos. Reproduzir-se é atender às necessidades de sobrevivência nas relações sociais dada historicamente e representar-se significa o processo de reconstrução da identidade.”
A partir da compreensão da realidade, pode-se construir um quadro  estratégico de ação em que deverá ser composto da explicitação das problemáticas, mediante os eixos ou projetos; objetivos gerais e específicas, atividades, instrumentos, ações profissionais e indicadores de avaliação. Considerando que a intervenção profissional possui uma direção estratégica contrária ao projeto burguês vigente, as estratégias profissionais são sempre estabelecidas a partir de uma profícua análise da correlação de forças, das relações de poder, entre outros, para podermos definir processos que contribuam para a desestruturação do que é imposto pelos que dominam ao cotidiano da população subalternizada e que também possibilitem seu fortalecimento (empoderamento).

  MOMENTO – MOMENTO AVALIATIVO – DIMENSÃO AVALIATIVA
Para avaliar a prática profissional é preciso construir indicadores de avaliação –  parâmetros qualitativos e quantitativos, que servem para detalhar em que medida os objetivos de um projeto foram alcançados. Na avaliação procura-se identificar avanços ou não em relação aos seguintes efeitos:
· econômico – aumento da renda, da melhoria da condição da reprodução biológica;
· político – avanço no tocante a organização, participação, mobilização, capacidade de luta na busca dos seus direitos sociais e cidadania;
· ideológico – avanço na consciência  na direção da criticidade. Significa alteração do conhecimento em relação ao desconhecimento e reconhecimento do mundo a partir dos nexos e conexões estabelecidos entre fatos, a história pessoal e a história do grupo, da classe , do povo.. Estes nexos são justamente personalizados nas relações paternalistas, e só o desvendamento, corta e rompe com esses laços.
Estes efeitos consistem justamente na alteração de um vínculo determinado de uma ordem, de uma relação estabelecida. A capacidade de alterar uma correlação de forças supõe poder, potencial de recursos e estratégias para articular forças e alianças, debilitar e dividir o inimigo. A acumulação de forças é um processo de avanços, recuos, de mobilização, organização, atacando e defendendo. É necessário analisar a situação concreta, inventariar os aspectos frágeis do inimigo e os aspectos mais fortes das próprias forças. Isto é competência política.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Vertentes da Reconceituação, ruptura com o conservadorismo e a apropriação da teoria social de Marx

Segundo Yazbek, as 3 principais vertentes que emergiram no bojo do Movimento de Reconceituação são:


  1. A vertente modernizadora caracterizada pela incorporação de abordagens funcionalistas, estruturalistas e mais tarde sistêmicas (matriz positivista), voltadas a uma modernização conservadora e melhoria do sitema pela mediação do desenvolvimento social e do enfrentamento da marginalidade e da pobreza na perspectiva de integração da sociedade. (…) Configuram um projeto renovador tecnocrático fundado na busca da eficácia e eficiência para nortear a produção do conhecimento e a intervenção profissional;
  2. A fenomenologia, que emerge como metodologia dialógica, que, apropriando-se da visão de pessoa e comunidade, dirige-se ao vivido humano, aos sujeitos em suas vivências, atribuindo o Serviço Social com a tarefa de auxiliar a abertura desse sujeito existente, singular em relação aos outros e ao mundo de pessoas. Valoriza o diálogo e a transformação das pessoas, sendo analisada por José Paulo Netto como uma reatualização do conservadorismo inicial da profissão;
  3. A vertente marxista que remete a profissão à consciência de sua inserção na sociedade de classes e que no Brasil vai configurar-se, em um primeiro momento, como uma aproximação ao marxismo sem o recurso ao pensamento de Marx.


É claro que a apropriação da Teoria Social de Marx não se deu de forma unilateral e adialógica. Foi resultado de imensos e desgastantes debates e disputas internas e externas nos espaços de organização acadêmica e profissional do Serviço Social. Internamente, a apropriação da vertente marxista teve várias divergências também, quer pelas abordagens reducionistas dos marxismos de manual, quer pelo cientificismo e formalismo metodológico (estruturalista) presente no “marxismo” althusseriano ( referência ao filosofo francês cuja leitura da obra de Marx vai influenciar a proposta marxista do Serviço Social nos anos 60/70 e particularmente o Método B.H), que segundo Yazbek, foi um “marxismo equivocado que recusou a via institucional e as determinações sócio-históricas da profissão.
É com esse referencial que a profissão questiona a sua prática institucional e seus objetivos de adaptação social ao mesmo tempo que se aproxima dos Movimentos Sociais e das organizações da classe trabalhadora. Tem-se o início da vertente comprometida com a ruptura com o Serviço Social tradicional e conservador.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sobre o Parto Humanizado


 



A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.
Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.
Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.
Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.
O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.
A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.
Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.
Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.
É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.
A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.
Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.
O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.

Por Bruno Rodrigues

O parto humanizado em Maceió


O tratamento humanizado se constitui em vários procedimentos que fazem com que a mulher e o bebê não sofram tanto no momento do parto, como a presença de acompanhante no momento do parto; a abolição da lavagem intestinal e da raspagem dos pelos pubianos; a separação entre o bebê e a mãe após o parto, entre outros procedimentos.
Os especialistas dizem que mulheres que têm atendimento humanizado saem do hospital com a auto-estima melhor. “Sobre o parto, o método menos indicado é o que era aplicado, com a mulher deitada, com a barriga para cima. Hoje em dia, sabemos que a mulher precisa se sentir bem, então pode ser de cócoras, de lado ou de outra forma”, explica o obstetra, Marcos Leite dos Santos, de Santa Catarina.
Em Maceió, a Casa de Saúde Denilma Bulhões aplica o método do parto humanizado desde 2006. “O número de atendimentos cresceu cerca de 40% e a expectativa é de que neste ano o aumento seja de 60%”, disse a diretora, Robertta Lins, complementando que é por causa do bom atendimento às parturientes.

 Elaine Rodrigues


FONTE: Alagoas 24 horas. 
Guia do Bebê.

Livros, brochuras e outros

Pessoal, acessem já o acervo virtual de livros, cartilhas, brochuras e outros documentos sobre diversos temas para download gratuito do CFESS. e Mais a Legislação da profissão: Código de Ética do/a Assistente Social, Lei 8.662/1993, normativas expedidas pelo CFESS e legislações sociais. 




Boa leitura. 


 Indicado por Priscila Morais.

Vem aí a Conferência Mundial de Serviço Social 2014


 Evento já está com inscrições abertas, inclusive para envio de trabalhos 

 

 

Com o tema “Promover a igualdade social e econômica: respostas do serviço social e do desenvolvimento social”, a próxima conferência mundial promovida conjuntamente pela Associação Internacional de Escolas de Serviço Social (IASSW/AIETS), pelo Conselho Internacional de Bem-estar Social (ICSW) e pela Federação Internacional de Assistentes Sociais (FITS) ocorrerá entre 9 e 12 de julho em Melbourne (Austrália) e já está com inscrições abertas. O nome oficial do evento será Conferência Mundial Conjunta de Serviço Social, Educação e Desenvolvimento Social.
A estratégia de organização conjunta entre as organizações promotoras iniciou com as conferências mundiais realizadas em Hong Kong (2010) e em Estocolmo (2012). O Conjunto CFESS-CRESS, nos seus Encontros Nacionais, no âmbito das Relações Internacionais, tem deliberado por incentivar a participação e apresentação de trabalhos científicos, pesquisas, relatos de experiências produzidos e realizados pela categoria, como forma de divulgar e compartilhar os conhecimentos sobre matérias do serviço social.
“Por isso, divulgamos junto à categoria este evento internacional, dando continuidade à inserção qualificada e com a direção ético-política assumida pelo serviço social brasileiro”, convida a conselheira do CFESS Esther Lemos, da Comissão de Relações Internacionais do Conselho Federal.
Quem tiver interesse em participar ou enviar trabalhos já pode acessar o site:  sarah@wsm.com.au. 
A página virtual da Conferência também traz informações sobre a cidade de Melbourne, hospedagem, visto para entrada na Austrália e participação de estudantes.
A presidente do CFESS, Sâmya Ramos, avalia que é importante a participação de assistentes sociais do Brasil nas conferências mundiais. “A ideia é disseminar nossa produção acadêmica, na perspectiva da defesa do projeto ético-político profissional, bem como para se articular com outros setores críticos da profissão no mundo, a exemplo da participação na reunião do serviço social radical, na Conferência de Estocolmo. Nesse sentido, convidamos os/as assistentes sociais brasileiros/as a enviarem trabalhos para o evento”, completa a conselheira.

 Clique aqui e acesse o site da Conferência 2014 : http://www.swsd2014.org/


FONTE:  Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Tempo de Luta e Resistência – 2011/2014
Comissão de Comunicação

http://www.cfess.org.br/