Fonte: Portal do Controle Social
Link: http://controlesocialdesarandi.com.br/assistencia-social/assistente-social-sera-obrigatorio-no-psf/?utm_medium=twitter&utm_source=dlvr.it&utm_campaign=Feed%3A+controlesocial
Leia também a PL na integra: http://www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=947817
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Projeto torna obrigatório Assistente Social em Conselho Tutelar
A Câmara analisa o Projeto de Lei 4860/09 do deputado Ilderlei Cordeiro (PPS-AC), que inclui o assistente social na composição regular dos conselhos tutelares. O projeto modifica o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/90).
Os
conselhos tutelares foram criados pelo estatuto para fiscalizar o
tratamento dado a crianças e Adolescentes em suas cidades, verificar se a
legislação vem sendo cumprida e se existem políticas direcionadas ao
público infanto-juvenil. Calcula-se hoje que existam mais de 5 mil
desses conselhos no País. No caso das grandes cidades, a recomendação do
governo federal é de um conselho para cada 200 mil habitantes. O ECA
estabelece que os integrantes dos conselhos tutelares devem residir no
município, ter mais de 21 anos de idade e reconhecida idoneidade moral. O
estatuto exige, ainda, “inegável capacidade técnica”, mas não cita
detalhes.
Foi
para preencher essa lacuna que o parlamentar apresentou o projeto.
Ilderlei Cordeiro lembra que nem sempre os integrantes dos conselhos
possuem experiência como assistente social ou formação na área. “A nossa
intenção é dotar o Conselho Tutelar de pelo menos um profissional da
área social – o assistente social – e, assim, garantir condições
efetivas para o cumprimento de suas atribuições, o que seguramente
resultará em mais independência, agilidade e eficácia na defesa dos
direitos da criança e do Adolescente”, argumenta o deputado.
Cada
conselho tutelar é composto de cinco membros, escolhidos pela
comunidade local para mandato de três anos, permitida uma recondução.
Tramitação
O
projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões
de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte: Portal Controle Social http://controlesocialdesarandi.com.br/eca/projeto-torna-obrigatorio-assistente-social-conselho-tutelar/
quarta-feira, 10 de julho de 2013
AÇÕES PROFISSIONAIS
As ações
profissionais concretizam os objetivos profissionais.
1-
FORTALECIMENTO DA IDENTIDADE e da AUTONOMIA- diz
respeito à construção da identidade de classe, rompendo com o paternalismo. Significa
fortalecer a auto-estima, o apreço por si mesmo, resgatando a capacidade da
compreensão de si como sujeito de direito. Passa pela negação da tutela e da
subalternidade, através da construção de decisões sobre seu destino.
2 - SOCIALIZAÇÃO
DAS INFORMAÇÕES - é um processo democrático pelo qual se torna transparente a
realidade, desvelando a instituição e as políticas sociais.
Implica:
- Transmitir
informações sob a ótica do direito;
- Vincular
as questões à totalidade – análise dos determinantes sociais;
-
Estabelecer relação horizontal – gerar um novo saber. Isto se efetiva através
de discussão, debate, análise, entre outros;
- Discutir
rotinas e funcionamento institucional.
PROCEDIMENTOS:
- Ter um
perfil do usuário;
-
Compreender as questões particulares como expressões do todo;
- Catalogar
dados;
- Divulgar
informações, através de boletins e periódicos.
3 – AÇÕES DE
FORTALECIMENTO DO COLETIVO
Estas ações
têm por base a articulação de diversos sujeitos sociais, fortalecendo vínculos
comunitários e/ou sociais articulados por interesses/problemas. É a
potencialização do coletivo para o empoderamento e poder local.
PROCEDIMENTOS:
- Identificar interesses comuns, questões
relevantes;
- Mobilizar,
aglutinando em torno de necessidades comuns;
- Tematizar
– organizar conteúdos;
- Utilizar
recursos técnico-operativos compatíveis com a intervenção coletiva,
instrumentalizando os grupos;
- Utilizar o
lazer como instância reenergizadora da existência cotidiana;
- Utilizar
ações culturais e serviços na comunidade para estreitar laços;
- Criar
grupos;
- Realizar
debates e oficinas nas áreas de abrangência;
- Criar
redes;
- Realizar
campanhas, elaborar e divulgar materiais educativos;
- Atividades
de sala de espera.
4 – AÇÔES
ASSISTENCIAIS OU EMERGENCIAIS
São ações
desenvolvidas sempre que aparecerem demandas que necessitam de respostas
imediatas, tais como:
- Não
atendimento em consultas, não acesso aos medicamentos, fome, desabamentos, entre
outros;
-
Reclamações em relação à qualidade do atendimento ou não atendimento;
- Não acesso
aos serviços prestados – saúde, educação, entre outros;
- Situação
de desemprego, sub-emprego, fome, ausência de local de moradia, violências,
acidentes, abandonos, entre outros.
PROCEDIMENTOS
QUE DEVEM TRANSPOR OS TRÂMITES BUROCRÁTICOS
-
Socialização das informações na ótica do direito ;
-
Encaminhamento aos recursos sociais para acessar direitos;
- Construção
de redes interna e social- criação de mecanismos e rotinas de ação,
planejamento;
-
Fortalecimento de lutas coletivas;
- Construção
de perfil socioeconômico, cultural,político e familiar com vistas a projetos
mais amplos;
- Realização
de visitas domiciliares e institucionais;
- Criação de
protocolos\e rotinas de ação que possibilitem a organização, normatização e
sistematização do trabalho social.
5 – AÇÔES NA
INTERDISCIPLINARIDADE (em equipes)
São ações
desenvolvidas em equipes profissionais. As diferenças enriquecem a unidade. O
assistente social, por dispor de
conhecimentos da realidade do usuário e institucional, é o profissional
capacitado para desempenhar o papel de MEDIADOR. Para isso é preciso conhecer
as atribuições e competências de cada profissional. Na função de mediador o
assistente social desenvolve um processo de reflexão junto ao usuário sobre sua
situação e junto à equipe socializa informações quanto às questões objetivas,
sociais e culturais dos usuários.
Nesta
MEDIAÇÃO, o assistente social tem que ter clareza quanto ao processo de
HUMANIZAÇÃO. Qual o conceito a ser trabalhado? Amplo ou restrito?
AMPLO –
Humanizar é acessar direitos; é compromisso social; é analisar determinantes
sociais nas situações dos usuários, das condições de trabalho e dos modelos de
gestão e assistencial. O desafio é a criação de uma nova cultura de atendimento
baseado no direito.
RESTRITO –
percepção residual de atuação, focalizando em atendimentos de escuta e redução
de tensão ou mudança de rotina ou burocracia.
6 – AÇÔES DE
MOBILIZAÇÃO, PARTICIPAÇÃO E DE CONTROLE SOCIAL
Estão
voltadas para a inserção dos usuários e familiares nos espaços democráticos de
controle social e construção de estratégias para fomentar à participação e a
defesa de direitos. Envolve articulação com os movimentos sociais. É importante
a criação de ouvidorias, devendo consolidar dados e coletivizá-los para que as
demandas sejam analisadas e\as respostas
tenham impacto nas políticas. Se o profissional não tiver essa visão, ele
ficará no nível de respostas de resolução de problemas e redução de tensão e
não de mobilização e de organização popular.
PROCEDIMENTOS
-
Mobilização de usuários, familiares e movimentos para acessar direitos;
-
Participação em ouvidorias para democratizar questões dos usuários;
-
Participação em conselhos;
- Contribuir
com a discussão democrática;
-
Capacitação de conselheiros;
- Fortalecer
espaços coletivos;
-
Participação e /ou organização de conferências.
7 – AÇÔES DE
GESTÃO
O assistente
social gestor desenvolve ações que fortaleça o processo democrático; é participativo,
capaz de produzir, em equipe e intersetorialmente; propostas que viabilizem e
potencializem a gestão em favor dos usuários na garantia dos seus direitos. O
processo de descentralização das políticas vem requisitando dos profissionais
atuação nesse espaço – planejamento, gestão, coordenação de programas e de projetos. Este tipo de
gestão deve ser embasada em pesquisas sobre o perfil dos usuários, revelando às
reais condições de vida da população. Outras demandas no campo da gestão –
monitoramento, avaliação, auditoria de serviços prestados- o objetivo tem que
ser da melhoria da qualidade de vida.
PROCEDIMENTOS
- Elaboração
de planejamento interdisciplinar;
- Garantir a
participação da população;
- Criar uma
cultura de relação horizontal;
- Criar
documentação técnica de registro;
- Manter
sistema de registro e estudo das manifestações da questão social;
- Elaborar
relatórios periódicos para analisar e avaliar as estratégias de ação;
- Participar
de comissões e comitês;
- Realizar
estudos sobre recursos/ demandas.
8 –
ASSESSORIA
Trabalho
técnico sistemático junto aos setores da sociedade na instrumentalização, na
contribuição e na elaboração de propostas alternativas no enfrentamento das
dificuldades.
PROCEDIMENTOS
- Conhecer a
realidade dos assessorados;
- Manter
dados e informações necessárias aos objetos;
- Permanente
leitura conjuntural e institucional;
9 –
ARTICULAÇÃO
Processo de
relação entre outros setores da instituição e dos grupos organizados da
sociedade, tendo em vista o fortalecimento da autonomia e organização popular.
PROCEDIMENTOS
- Cadastro
de recursos institucionais;
- Criação de
redes sociais;
- Ampliação
dos vínculos sociais – fóruns, debates e seminários;
-
Intersetorialidade.
Profa.
Janne Alves Rocha
Profa.
Therezinha F. Freire (Orgs).
REFERÊNCIAS
CFESS. Parâmetros do Serviço
Social na Saúde. Brasília, 2009
INSS. Matriz Teórico-metodológica
do Serviço Social. Brasília, 1996.
FALEIROS, Vicente de Paula.
Saber Profissinal e Poder Institucional. Cortez Editora: São Paulo, 1998.
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