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terça-feira, 20 de outubro de 2015

SUS vai ampliar apoio a vítimas de violência sexual

Nova regra permite que hospital realize exame físico, descrição de lesões, registro de informações e coleta de vestígios, que serão encaminhados às autoridades policiais


As unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) já estão se preparando para realizar a coleta de informações e de vestígios de vítimas de violência sexual. Isso será possível porque o Ministério da Saúde publicou portaria que estabelece os critérios de habilitação de serviços da rede pública para darem suporte às vitimas desse tipo de violência.
As unidades habilitadas poderão realizar o registro de informações em ficha de atendimento multiprofissional até a coleta e armazenamento provisório do material para possíveis encaminhamentos legais. A medida reduz a exposição da pessoa que sofreu a violência, evitando que as vítimas sejam submetidas a vários procedimentos. 
A novas regras foram definidas pela Portaria nº 1.662, (http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=26&data=06/10/2015) que integra as ações do Programa Mulher: Viver sem Violência, criado este ano por meio de portaria interministerial assinada pelos ministérios da Saúde, da Justiça e pela Secretaria de Políticas para as Mulheres. O programa estabelece novas diretrizes para organização e a integração do atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). 
Os exames serão feitos em estabelecimentos hospitalares classificados como serviços de Referência para Atenção Integral às Pessoas em Situação de Violência Sexual, que contarão com equipes compostas por enfermeiros, médicos clínicos e especialistas em cirurgias, psicólogo clínico, hospitalar, social e do trabalho, assistentes sociais e farmacêuticos. Os profissionais serão capacitados para atender vítimas de agressão sexual por meio de força física (estupro), abuso sexual e casos relacionados a abuso sexual envolvendo crianças, dentro ou fora de casa. 
A capacitação desses profissionais começou em 2014. Até o momento, o Ministério da Saúde já investiu R$ 1,5 milhão para qualificar equipes especializadas nas áreas de saúde e segurança pública. Cerca de 300 profissionais de 52 hospitais já foram capacitados para a realização da coleta de vestígios pelo SUS e apenas os serviços capacitados poderão ser habilitados para a realização de tal procedimento. 
Os atendimentos ocorrerão 24 horas por dia, sete dias por semana, em locais específicos e reservados para acolhimento, registro de informações e coleta de vestígios e a guarda provisória de vestígios. O objetivo é tornar o atendimento mais humanizado e eficaz, evitando, assim, a revitimização e reduzindo a exposição da pessoa que sofreu a violência, além de oferecer às autoridades policiais elementos que identifiquem os autores da violência e comprovem o ato. 

Combate à impunidade 

O registro de informações e a coleta de vestígios no momento do atendimento em um dos estabelecimentos de saúde habilitados para essa finalidade contribuem para o combate à impunidade, considerando a sua realização nas primeiras horas após a violência. 
No entanto, é importante reforçar que os serviços de saúde não substituem as funções e atribuições da segurança pública, como a medicina legal, uma vez que ambos vão atuar de forma complementar e integrada, conforme a Portaria Interministerial n° 288, de 25 de março 2015, que estabelece “orientações para a organização e integração do atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e pelos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto à humanização do atendimento e ao registro de informações e coleta de vestígios”. 
A implementação dessa ação possibilitará aos profissionais do SUS a realização do exame físico, a descrição das lesões, o registro de informações e a coleta de vestígios que serão encaminhados, quando requisitados, à autoridade policial. Isto permite que as informações e vestígios da violência estejam devidamente registrados, armazenados e tornem-se disponíveis para os sistemas de segurança pública e de Justiça nas situações em que a pessoa em situação de violência decidir registrar posteriormente a ocorrência. 
A coleta de vestígios (secreção vaginal, anal, sêmen, fluidos depositados na pele ou outras regiões do corpo) é extremamente importante para a identificação do agressor. Esta coleta no corpo da vítima deve ser realizada o mais rapidamente possível a partir do momento da agressão sexual, uma vez que a possibilidade de se coletar vestígios biológicos em quantidade e qualidade suficientes diminui com o passar do tempo, reduzindo significativamente após 72 horas. 

Serviços 

Atualmente, 543 serviços de atenção às pessoas em situação de violência sexual no Brasil constam no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES). Desses, 165 são Serviços de referência para atenção integral às pessoas em situação de violência sexual que ofertam atendimento de forma ininterrupta (24h/dia), contam com equipe multiprofissional.
Além dos serviços de referência, existem 371 serviços com atenção ambulatorial às pessoas em situação de violência sexual no CNES que integram as redes e promovem acolhimento, atendimento multiprofissional e encaminhamentos necessários, de modo a promover a integralidade da atenção a esse público. 


Fonte: Ministério da Saúde e Portal Brasil
link: http://www.brasil.gov.br/saude/2015/10/sus-vai-ampliar-apoio-a-vitimas-de-violencia-sexual

 


domingo, 2 de agosto de 2015

#Parto com respeito

Olá pessoal.

Bom, todos que acompanham esse blog ou que já deram uma olhada nos marcadores puderam ver que esse espaço virtual apoia o Parto Humanizado/ Normal por inúmeras razões. O Parto Humanizado/Normal com, equipe médica (enfermeiros/obstetra/psicólogos/fisioterapeuta, entre outros profissionais) preparada e sensibilizada com o momento que a gestante está vivenciando, acompanhamento da gestante durante todo o período gestacional e não apenas no pré parto e pós parto. O parto humanizado não é a mesma coisa que parto normal, infelizmente. Alguns partos normais feitos por aí, chegam a causar traumas físicos e psicológicos, muitas vezes irreversíveis para as mulheres.

Para melhor esclarecimento sobre o Parto Humanizado, segue um texto daqui do blog http://servicosocialecotidiano.blogspot.com.br/2013/08/sobre-o-parto-humanizado.html

Aqui também segue um texto meu em defesa do Parto Humanizado e Direitos da Gestante, que inclusive, foi base para o meu projeto de intervenção, quando ainda era graduanda. 

Outro post anterior do blog que também tem relação com Direitos da Gestante e Parto Humanizado.

Esse outro post daqui do blog, vem seguido de um vídeo que mostra um Parto Humanizado, para quem ainda não viu. 

Enfim, aí estão alguns dos principais posts que abordam essa temática de saúde humana.
Diante dos esclarecimentos, deixo aqui um texto da Revista Época (a qual não sou muito fã, confesso), mas diferenças a parte, teve uma iniciativa louvável de lançar a Campanha #partocomrespeito para levantar a discussão sobre os direitos das grávidas e suas família. O Blog Serviço Social & Cotidiano abraça essa campanha. 





Priscila Morais 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Ufal abre inscrições para programa voltado a pessoas da terceira idade

Inscrições acontecem até o dia 30 deste mês, no curso de Nutrição.
Objetivo é estimular a prática de exercícios e a alimentação saudável. 

 

 Quem tem idade igual ou superior a 60 anos pode participar de um projeto, promovido pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), para estimular a prática de atividade física e da alimentação saudável. O programa "Exercitando a Melhor Idade", da Faculdade de Nutrição, em parceria com o curso de Educação Física, está com as inscrições abertas até o dia 30 de maio.
Os interessados podem se inscrever de segunda a quinta-feira, das 13h30 às 17h, e das 8h às 13h, às sextas-feiras, no Laboratório de Nutrição no Esporte e Envelhecimento que fica localizado no 1º andar da Faculdade de Nutrição. Para isso, é necessário apresentar as cópias de Identidade, CPF, comprovante de residência, e cartão do SUS.
O objetivo do programa é estimular a prática de atividade física, associada a alimentação saudável como estratégias de promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas, melhora da capacidade funcional e qualidade de vida dessa população. Os idosos interessados poderão participar de atividades como musculação, ginástica ou caminhada com acompanhamento nutricional, assistência ambulatorial periódica e orientações em grupo.
Quem se inscrever no projeto ainda receberá assistência farmacêutica e pode participar de oficinas de lazer que serão planejadas e executadas durante o programa. As atividades físicas serão desenvolvidas duas vezes por semana e a assistência nutricional conforme as condições de saúde e nutrição do idoso.
"Os benefícios da atividade física regular associada a uma alimentação saudável proporciona ao idoso uma vida mais independente, melhora a capacidade funcional e a qualidade de vida durante o processo de envelhecimento", comentou o professor João Araújo Barros Neto, coordenador geral do programa. Segundo ele, as ações estão pautadas na Estratégia Global para Alimentação, Atividade Física e Saúde, publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2004.


sábado, 24 de maio de 2014

O aborto acaba de ser legalizado no Brasil.

Bom, como veiculo de comunicação e prestação de serviços ao público e a categoria profissional de assistentes sociais, este blog tem por obrigação divulgar essa notícia, independente do meu posicionamento pessoal a cerca da mesma.

A lei sancionada pela presidente Dilma que autoriza o aborto para casos de estupro e anencéfalos, deixa brechas para a prática geral, pois a mulher não é obrigada a apresentar B.O. policial ao médico, segundo consta no texto da portaria 415. Sem B.O., a mulher interessada em abortar pode alegar que foi estuprada, mesmo que tenha semanas de gestação. A lei não é clara sobre se o procedimento deve ser imediato. Ou seja, essa lei corre o iminente risco de  tornar o aborto algo banal, "direito" de qualquer mulher que não deseje gestar um filho, por qualquer motivo fútil que seja. 

Façam suas analises.


Priscila Morais


PORTARIA Nº 415, DE 21 DE MAIO DE 2014



Inclui o procedimento interrupção da gestação/ antecipação terapêutica do parto previstas em lei e todos os seus atributos na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/ Próteses e Materiais Especiais do SUS.

O Secretário de Atenção à Saúde, no uso de suas atribuições,

Considerando as Diretrizes da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher no que refere à Atenção Humanizada ao Abortamento (2004);

Considerando a Portaria nº 1.508/GM/MS, de 02 de setembro de 2005 que dispõe sobre o procedimento de justificação e autorização da interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS;

Considerando a Portaria nº 2.848/GM/MS, de 6 de novembro de 2007, que publica a Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do Sistema Único de Saúde (SUS) e suas atualizações temporais;

Considerando o Decreto nº 7.958, de 13 de março de 2013, que estabelece diretrizes para o atendimento às vítimas de violência sexual pelos profissionais de segurança pública e da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde;

Considerando a Decisão do Supremo Tribunal Federal - ADPF 54 QO / DF - Distrito Federal - Questão de ordem na arguição de descumprimento de preceito fundamental, que trata da interrupção da gestação de anencéfalo;

Considerando a Portaria nº 528/GM/MS, de 1º de abril de 2013, que define regras para habilitação e funcionamento dos Serviços de Atenção Integral às pessoas em situação de violência sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS;

Considerando a Lei nº 12.845 de 01 de agosto de 2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS; e

Considerando a avaliação do Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas - DRAC/SAS/MS, resolve:



Art. 1º Fica incluído, na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses/Próteses e Materiais Especiais do SUS, no grupo 04 subgrupo 11 forma de organização 02, o procedimento 04.11.02.006-4 - INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO/ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DO PARTO PREVISTAS EM LEI e todos os seus atributos, conforme especificado no anexo desta portaria.

§1º No registro do procedimento deverão estar preenchidos, obrigatoriamente, os códigos da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde - CID principal e CIDs secundários, conforme especificado no anexo desta portaria.

§2º A realização do procedimento dar-se-á conforme as portarias, normas técnicas, protocolos clínicas e diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde.

§3º É importante garantir a presença de acompanhante durante toda a permanência no estabelecimento de saúde quando da realização desse procedimento.



Art. 2º Os recursos financeiros nos primeiros seis meses de implementação desta Portaria correrão à conta do Fundo de Ações Estratégicas e Compensações (FAEC).



Art. 3º O subtipo de financiamento 059 do FAEC passará a ser denominado 059 - Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual e Interrupção da Gestação Prevista em Lei.



Art. 4º O Fundo Nacional de Saúde adotará as medidas necessárias para a transferência do valor mensal correspondente ao número de procedimentos realizados por estabelecimento aos Fundos de Saúde dos Estados, Distrito Federal e Municípios.



Art. 5º Os recursos orçamentários, objeto desta Portaria, correrão por conta do orçamento do Ministério da Saúde, devendo onerar o Programa de Trabalho 10.302.2015.8585 - Plano Orçamentário 0009 - Atenção à Saúde da População para Média e Alta Complexidade - Plano orçamentário 0004 - Rede Cegonha.



Art. 6º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação com efeitos operacionais a partir da competência seguinte à publicação.



FAUSTO PEREIRA DOS SANTOS



ANEXO



Procedimento:
INTERRUPÇÃO DA GESTAÇÃO/ANTECIPAÇÃO TERAPÊU-
0 4 . 11 . 0 2 . 0 0 6 - 4
TICA DO PARTO PREVISTAS EM LEI
Descrição:
Consiste em procedimento direcionado a mulheres em que a in-terrupção da gestação é prevista em lei, por ser decorrente de es-tupro, por acarretar risco de vida para a mulher ou por ser gestação de anencéfalo. A interrupção da gestação deverá ser realizada em

conformidade com as Normas Técnicas do Ministério da Saúde.

Engloba: acolhimento; anamnese; realização de profilaxias e exames necessários, incluindo anatomo-patológico (quando couber); noti-ficação da violência sexual e outras violências (quando couber);

realização da interrupção da gestação pelos métodos: medicamen-toso, curetagem e esvaziamento manual intrauterino (AMIU); oferta de anticoncepção pós procedimento, encaminhamentos, consultas de retorno de acordo com o caso, e guarda de material genético (quan-do couber).
Instrumento de Regis-
0 2 - B PA / I
tro:
03-AIH (Principal)
Modalidade:
01-Ambulatorial

02-Hospitalar
Complexidade:
MC - Média Complexidade
Tipo de Financiamen-
04 - Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC)
to:

Sub Tipo de Financia-
059 - Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual e In-
mento:
terrupção da Gestação Prevista em Lei
Quantidade Máxima:
01
Valor
Ambulatorial
R$ 443,40
SA:


Valor
Ambulatorial
R$ 443,40
To t a l :


Valor Hospitalar - SP
R$ 175,80
Valor
Hospitalar -
R$ 267,60
SH


Valor Hospitalar
To-
R$ 443,40
tal


CBO:

2251-25 - Médico clínico


2252-25 - Médico cirurgião geral


2252-50 - Médico ginecologista e obstetra
Categorias de CBO:
2251* 2252* 2231*
Cid Principal:
O04 - Aborto por razões médicas e legais
CID Secundários:
Y05 - Agressão sexual por meio de força física T74.2 - Abuso sexual

Q00.0 - Anencefalia

Z35- Supervisão de gravidez de alto risco
Serviço Classificação:
165 - Serviço de Atenção às Pessoas em Situação de Violência

Sexual,

Classificação: Interrupção de Gravidez nos Casos Previstos em Lei
Atributos
Comple-
009 - Exige Cartão Nacional de Saúde (CNS); 001 - Inclui valor da
mentares:

anestesia; 004 - Admite permanência á maior.
Sexo:

Feminino
Idade Mínima:
09
Idade Máxima
60
Média de
Permanên-
1
cia


Pontos:

50
Renases:

058, 065
Especialidade do Lei-
01-Cirúrgico; 02-Obstétrico; 09-Leito Dia/Cirúrgicos.
to




segunda-feira, 11 de novembro de 2013

sancionada a lei que institui parto humanizado na rede pública

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou o projeto de lei que cria o parto humanizado na rede pública municipal.
O texto passa a valer em 180 dias a partir de sábado (9), quando a sanção foi publicada no "Diário Oficial".
As gestantes atendidas na rede municipal passarão a ter direito a anestesia em parto normal, quando solicitarem, e poderão optar por métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens e banho quente.
Elas poderão ainda saber com antecedência onde darão à luz e escolher o tipo de parto e um acompanhante. 


 


Fonte: Folha de S. Paulo.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sobre o Parto Humanizado


 



A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.
Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.
Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.
Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.
O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.
A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.
Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.
Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.
É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.
A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.
Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.
O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.

Por Bruno Rodrigues

O parto humanizado em Maceió


O tratamento humanizado se constitui em vários procedimentos que fazem com que a mulher e o bebê não sofram tanto no momento do parto, como a presença de acompanhante no momento do parto; a abolição da lavagem intestinal e da raspagem dos pelos pubianos; a separação entre o bebê e a mãe após o parto, entre outros procedimentos.
Os especialistas dizem que mulheres que têm atendimento humanizado saem do hospital com a auto-estima melhor. “Sobre o parto, o método menos indicado é o que era aplicado, com a mulher deitada, com a barriga para cima. Hoje em dia, sabemos que a mulher precisa se sentir bem, então pode ser de cócoras, de lado ou de outra forma”, explica o obstetra, Marcos Leite dos Santos, de Santa Catarina.
Em Maceió, a Casa de Saúde Denilma Bulhões aplica o método do parto humanizado desde 2006. “O número de atendimentos cresceu cerca de 40% e a expectativa é de que neste ano o aumento seja de 60%”, disse a diretora, Robertta Lins, complementando que é por causa do bom atendimento às parturientes.

 Elaine Rodrigues


FONTE: Alagoas 24 horas. 
Guia do Bebê.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Palestra: A importância do Serviço Social na atenção a saúde da pessoa com deficiência

  
PALESTRANTES:
MARGARETE PEREIRA (UFAL): A importância do Assistente Social na Saúde
SÔNIA MOURA (SECRETARIA DO TRABALHO E AÇÃO SOCIAL): Apresentação do Programa Saúde sem limite, com foco na atuação do Assistente Social.
RITA DE CASSIA (CRESS): Visão do Conselho sobre as portarias 835/12 e 793/12.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Curso para profissionais da sáude

A Central de Transplantes de Alagoas, em parceria com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), realizará curso sobre o Processo de Doação e Transplantes, no dia 04 de maio, destinado aos profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e técnicos em enfermagem.
Façam suas inscrições pelos telefones da Central de Transplantes do Estado: 3315-7440/ 3376-8886.
O curso é gratuito!
Mais informações no folder abaixo.

OBS: O CRESS AL 16ª Região compromete-se apenas com a divulgação do evento. Não tendo nenhuma responsabilidade sobre sua realização.
 
 

terça-feira, 23 de abril de 2013

Resultado oficial do plebiscito sobre a EBSERH

 A população diz NÃO à EB$ERH! Diz NÃO à privatização!

 



Foram dias de muito trabalho e dedicação.
Debaixo de sol, debaixo de chuva, muitas vezes sem estrutura alguma.
Mas nós estávamos lá, dialogando com a comunidade acadêmica, com a sociedade alagoana em geral.
O nosso muito obrigada à todos que participaram desse momento histórico
para a saúde pública do Estado de Alagoas. Crislany Barbosa - graduanda em Serviço Social - UFAL.

"O SUS é nosso, ninguém tira."

domingo, 14 de abril de 2013

Com a privatização, teremos pacientes morrendo na porta do HU, diz professora


 

Valéria Correia, da Frente em Defesa da Saúde Pública, explicou os motivos da campanha contra a privatização da unidade.
11/04/2013


Durante esta semana, o Hospital Universitário (HU) foi alvo de reclamações por partes dos usuários, como a falta de materiais para atendimento básico e fechamento de leitos. De um lado, o Governo Federal aponta como possibilidade a entrega da administração para uma empresa, do outro, a comunidade acadêmica e usuários lutam pelo melhoramento no atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Coordenadora do movimento em Defesa da Saúde Pública, a professora Valéria Correia, explicou em que consiste o processo. “Uma empresa pública passaria a administrar a unidade, mas os direitos e deveres seriam regidos pelo regime privado”, disse. Ela explicou que todo o processo é inconstitucional e que a Procuradoria Geral da União (PGU), através do procurador-geral Roberto Gurgel, já acionou o Supremo Tribunal Federal.
Entre os outros problemas apresentados pela professora de Serviço Social está a situação dos concursados que já trabalham no HU. “A lei diz que a empresa tem o direito de aproveitar ou não o funcionário. Caso seja dispensado, ele será aproveitado em outro órgão da União”.
Outro problema destacado por Valéria está a situação dos usuários. “O hospital é contratado para certa quantidade de cirurgias. Esgotada a cota, o paciente que chegar vai morrer na porta”, completou a professora, explicando que casos já ocorreram no Hospital das Clínicas em Porto Alegre. Nesta mesma unidade, 30% dos leitos são para planos de saúde, enquanto pacientes do SUS esperam na fila ou procuram outra unidade.
Em relação a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a pesquisadora revelou que ocorrerá a quebra da autonomia da instituição. “Um hospital escola deve ter a presença dos alunos, da pesquisa e do ensino. A empresa contratada poderá barrar tudo isso”.
Um plebiscito está ocorrendo no estado para saber a opinião da população sobre o tema. Urnas estão espalhadas pelo Hospital Universitário, Campus da UFAL em Arapiraca e Maceió, Espaço Cultural na Praça Sinimbú e na Uncisal. O resultado será entregue ao Reitor da UFAL Eurico Lôbo e no fim do mês ao Ministro da Educação, Aloisio Mercadante.
 
 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Direitos da gestante numa perspectiva multidisciplinar.

O Hospital São Vicente de Paulo promoveu, na tarde desta segunda-feira, 01 de abril de 2013, uma palestra voltada para o direito da gestante, baseda no projeto de intervenção de Priscila de Morais Rufino - Graduanda em Serviço Social na Universidade Federal de Alagoas - UFAL e contou com a participação dos profissionais de saúde da instituição: Assistente social (Jaqueline), psicóloga (Kataline), nutricionista (Marcos) e enfermeiro (Rones) que contribuíram dentro de suas especialidades, para enriquecer os conhecimentos das gestantes sobre seus direitos.

O momento foi muito proveitoso, pois as gestantes interagiram com os profissionais através de perguntas, onde as mesmas puderam esclarecer suas dúvidas a cerca dos assuntos abordados.

O evento foi finalizado com sorteios de brindes para as gestantes.

Sobre o projeto

          O então projeto se apresenta como possibilidade de uma intervenção de estágio sob uma perspectiva de direito direcionada as gestantes do Hospital São Vicente de Paulo. O tema sugerido foi pensado através de uma análise no que se refere à qualidade das consultas de pré-natal, consultas estas que devem constar informações necessárias à gestante e não apenas exames clínicos. Diante da defasagem existente nas consultas pré-natais, como a falta de informações necessárias a gestante e consultas essencialmente técnicas, esse projeto foi pensado.

            Para melhor desenvolver as atividades (palestras – sala de espera) que são realizadas semanalmente pelo Serviço Social do Hospital (Assistente Social – Maria Jaqueline), foi pensado pela aluna estagiária em Serviço Social (Priscila de Morais) o desenvolvimento desse projeto, com o objetivo de fortalecer os vínculos da instituição com os usuários de seus serviços, numa perspectiva de direito.

            Nas atividades realizadas às segundas-feiras pela manhã na sala de espera, para as consultas com o obstetra, as gestantes participam de um momento de reflexão sobre seu estado (gravidez). O Serviço Social do Hospital já realiza esse tipo de atividade, (com palestras cujo tema gira em torno de esclarecimentos sobre: Amamentação.), mas esta proposta visa complementar esses momentos contando com a participação de outros profissionais da instituição, como: enfermagem, nutrição, psicologia e fisioterapia, com o objetivo de informar as futuras mães a cerca de outros assuntos que cabem a cada uma dessas áreas de atuação referidas.

            Nessa atividade multidisciplinar a atuação do Serviço Social além de coordenar e convidar os profissionais a participarem desse projeto, deverá prestar assistência e buscar a melhoria da qualidade de vida das gestantes e bebês.

Gestantes


 Gestantes, psicóloga ( à esquerda), assistente social (ao meio) e idealizadora do projeto (à direita).



A avaliação foi realizada por meio de uma análise sistemática ao final de cada reunião, baseada nos indicadores de avaliação postos inicialmente no quadro de sistematização do projeto. Dessa forma foram feitas perguntas, no sentido de avaliar o grau de compreensão das gestantes e dos profissionais a respeito dos temas socializados. A avaliação foi considerada positiva, visto que os objetivos foram entre 90% e 95% alcançados.



Priscila Morais