terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Senado aprova ampliação de licença paternidade para até 20 dias

Da Agência O Globo
A licença-paternidade poderá ser ampliada de cinco dias, como é hoje, para até 20 dias. Esse é o ponto principal do chamado Marco da Primeira Infância, aprovado nesta quarta-feira por unanimidade pelo plenário do Senado na volta do recesso parlamentar. O Estatuto da Primeira Infância prevê ainda uma série de ações para proteção da vida das crianças de zero a 6 anos. Já aprovado na Câmara, o estatuto será agora sancionado pela presidente Dilma Rousseff, que pode ainda vetar o aumento da licença paternidade aprovada na Constituinte de 1988, com uma emenda do então deputado Alceni Guerra.
As mães gozam de 120 dias de licença garantidos na Constituição, mas algumas empresas concedem licença maternidade de até 180 dias. Já no serviço público federal e em alguns estados os seis meses de licença para as mães é automática desde 2010.No caso da ampliação da licença dos pais para 20 dias, é preciso, porém , que as empresas empregados façam a adesão a nova regra, aprovada por projeto de lei. Outro requisito é que façam cursos preparatórios sobre paternidade responsável
Além da licença de até 20 dias, o pai poderá ter folgas remuneradas para acompanhar a gestante nas consultas de pré-natal e pediátricas. Ele terá até dois dias para acompanhar a mulher em consultas médicas durante a gravidez e um dia para levar o filho de até seis anos ao médico.

— O projeto estende o olhar sobre todos os direitos da criança na primeira infância e na sua relação com a família, nas mais variadas áreas, como saúde, educação infantil, proteção social, defesa contra as diferentes violências. Moderniza ainda a legislação no que diz respeito ao aleitamento e formação de vínculo, convivência familiar e comunitária e identificação de sinais de riscos para o desenvolvimento sadio de nossos meninos e meninas — disse a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), relatora da matéria no Senado.
Alguns deputados, como Osmar Terra (PMDB-RS), relator da matéria na Câmara, e Bruna Furlan (PSDB-SP), acompanharam a votação no plenário do Senado.
Entre as políticas públicas que constam do Estatuto da Primeira Infância, está a ampliação da qualidade do atendimento, inclusive com a criação de novas funções públicas para cuidar do início da vida e a valorização do papel da mãe e do pai; e a construção de espaços públicos que garantam o adequado desenvolvimento das crianças.

FONTE: http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2016/02/03/senado-aprova-ampliacao-de-licenca-paternidade-para-ate-20-dias/

domingo, 31 de janeiro de 2016

Recesso

Olá pessoal!

Estamos em um recesso necessário, mas em breve, após o carnaval, esse espaço voltará a ativa com novas publicações acerca do universo que circunda o Serviço Social.


Desde já agradeço a compreensão de todos (as).

Ah! e só para não perder o costume, embora esteja em recesso, isso não quer dizer que não esteja lendo nada... (risos). Deixo aqui a indicação para a leitura do livro que estou lendo atualmente. Quem costuma frequentar esse espaço, já conhece essa obra, pois eu já a indiquei em outra ou até outras ocasiões, inclusive, está referenciado também aqui, na barra lateral a direita do blog em "alguns de meus livros". É o (Pobreza e Serviço Social da Luana Siqueira) É sem dúvidas, uma ótima leitura!


Até breve.

Bons estudos e avante sempre!


Abraço fraterno.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Humanização no Parto

Olá pessoal!

Mais uma vez, o assunto é Parto Humanizado. É de conhecimento de todos que acompanham esse espaço virtual que eu tenho bastante interesse por esse assunto e como esse blog também é um espaço de socialização de informações e de utilidade pública (porque não? rs..) venho repassar o cronograma com as pautas dos encontros que acontecerão no decorrer desse ano no grupo de apoio Roda Gestante, sobre o qual já falei em uma outra ocasião: relembrem -->>http://servicosocialecotidiano.blogspot.com.br/2015/10/roda-gestante-parto-humanizado.html

Os temas como sempre estão muito interessantes! Aos interessados, o grupo se reúne na Jatiúca, aos sábados a tarde.  Para maiores irformações, aqui consta o endereço eletrônico do Roda no facebook: https://www.facebook.com/Roda-Gestante-666023246760073/?fref=ts

Gente, a humanização no parto é um assunto que precisa ser problematizado, seja de forma objetiva nas redes de saúde pública e privada, dentro de um hospital, quando muitas vezes a mulher não tem o direito de optar ou opinar sobre seu próprio parto, seja subjetivamente, quando as mulheres optam pelo parto humanizado natural domiciliar. É importante que o assunto seja abordado de forma sóbria, a princípio a cargo de conhecimento, sem juízos de valores que muitas vezes trazemos conosco acerca de muitos assuntos, ou seja, sem preconceitos. A defesa do parto humanizado não se refere apenas a 'ter filhos em casa, como antigamente', não! vai muito além disso, esse é o parto natural domiciliar, que é uma escolha particular (e linda!), no entanto, não quer dizer que o Parto Humanizado se resuma a esse tipo de parto, tão pouco a luta e a defesa por essa tipo de parto repudia as mães que escolhem o parto cesariana, não! a cesariana tem sua funcionalidade e muitas vezes salva vidas! o que se quer fazer entender em relação as cesarianas é que, na maioria das vezes, tem sido um procedimento feito de forma desnecessária, por motivos que não indicam sua real necessidade. Como disse em outrora: "O esclarecimento sobre determinadas questões são, de fato, essenciais para nos livrar do peso da ignorância e ou preconceito." "O parto humanizando é uma luta pela qual vale a pena militar" Não só por mim, não só quando chegar o meu momento, mas por todas nós mulheres.
Atenção mulheres, estejam atentas a seus direitos, maridos e companheiros, sejam parceiros, atuem junto a mulher no sentido de somar e mulheres sejam sobretudo protagonistas desse momento!

Abaixo o cronograma e os temas. Para melhor visualização, clicar em cima da imagem.

Até mais.

Priscila Morais



 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Serviço Social na Previdência

Já está disponível para download o livro 2º Seminário de Serviço Social na Previdência Social, evento realizado nos dias 29 e 30 de novembro de 2014 que celebrou os 70 anos da profissão na Previdência.
 
A publicação reúne as palestras ministradas no Seminário, que abordaram temáticas como a crise do Capital e os impactos para as políticas de Seguridade Social, as questões ético-politicas postas ao trabalho de assistentes sociais na Previdência Social e a importância dos 70 anos do Serviço Social no INSS.
 
“A luta em defesa da nossa profissão na Previdência Social representa a busca pela garantia de um espaço de trabalho profissional comprometido com a defesa dos direitos sociais, com a efetivação da seguridade social pública e de qualidade, consonante com a direção do nosso projeto ético-político profissional”, explica a conselheira da Comissão de Seguridade Social do CFESS, Alessandra Ribeiro. 
 
Como se sabe, a inserção profissional na área é resultante de um longo processo de luta e resistência às diversas contrarreformas empreendidas ao longo de uma série de governos conservadores e tem, sobretudo na Matriz Teórico-Metodológica do Serviço Social da Previdência Social, uma importante referência construída e defendida coletivamente.
 
Nesse sentido, o livro também problematiza a relação entre as demandas, requisições e respostas profissionais, sobretudo no INSS, principal órgão que institucionaliza as demandas da população usuária.
 
 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Recadastramento nacional obrigatório


 Atenção Assistentes Sociais!


A partir de 1º de março de 2016, assistentes sociais de todo o Brasil deverão se recadastrar no CRESS em que estiverem com inscrição ativa, momento em que poderão participar da pesquisa sobre o perfil profissional e optar pela emissão do novo documento de identidade profissional. Este é o prazo previsto na Resolução CFESS nº 727/2015, que altera a Resolução CFESS nº 696/2014.

A prorrogação justifica-se pela necessidade de sincronia entre diferentes organizações para efetivação desta ação, desde o desenvolvimento de novos sistemas à alteração do processo de trabalho, bem como treinamento para o conjunto de trabalhadores/as dos respectivos CRESS.

O recadastramento é simples, obrigatório e será feito online, pela internet. Para participar, assistentes sociais terão até 31 de dezembro de 2016 para acessar o sistema online da campanha ‘Viva sua identidade’, que será disponibilizado na página do CRESS, e fornecer as informações necessárias.

Além de fornecer as informações, o/a assistente social, no momento do recadastramento, será convidado/a a preencher um questionário referente à Pesquisa sobre o Perfil da/o Assistente Social e Realidade do Exercício Profissional. Esta etapa é opcional, mas fundamental para subsidiar e fortalecer as ações do Conjunto CFESS-CRESS na defesa do exercício profissional, que sofre cotidianamente com a precarização dos serviços públicos, com a banalização da vida social e com a deterioração das condições e relações de trabalho.
 
“A ideia é atualizar os dados de toda a categoria e o perfil de assistentes sociais, para melhor conhecer a realidade do exercício profissional no Brasil e aprimorar a comunicação do Conjunto CFESS-CRESS com os/as profissionais, bem como oferecer maior segurança ao documento de identidade profissional”, relata a coordenadora da Comissão Administrativo-financeira do CFESS, Sandra Teixeira.
 
Novo documento de identidade profissional (DIP)

A partir do dia 1º de março de 2016, assistentes sociais que realizarem inscrições nos CRESS/Seccionais receberão o novo documento de identidade profissional, que será um cartão com chip, para trazer mais segurança e adaptação à nova realidade tecnológica.
 
Para quem já tem inscrição ativa no CRESS, a substituição pelo novo documento profissional é opcional. Quem tiver interesse poderá, após realizar o recadastramento pela internet, imprimir o formulário, assinar no local especificado e encaminhá-lo, pelos Correios, ao endereço indicado, juntamente com uma foto 3x4 e o comprovante do pagamento da taxa de emissão do documento.
 
Em breve, estará disponível o site oficial da campanha ‘Viva sua Identidade’. 






FONTE: CRESS 16ª REGIÃO: http://www.cress16.org.br/home

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

"De mãos dadas para as lutas que virão"





Mensagem de fim de ano do CFESS  a todos nós Assistentes Sociais! 
Boas festas e que as lutas continuem no ano novo vindouro! 

Priscila Morais 

domingo, 27 de dezembro de 2015

O significado das Políticas Sociais





Por Priscila Morais

OBS: Esse pequeno texto não se enquadra na categoria de texto acadêmico. Se constitui enquanto exercício de estudos.



            A Política Social surge, segundo Iamamoto e Carvalho (1996), como consequência dos direitos sociais e da cidadania, no contexto do capitalismo monopolista, entre os séculos XIX e XX. Ainda acerca do surgimento das políticas sociais, Berhing e Boschetti (2011), colocam que as condições que favoreceram sua emergência se caracterizam pelos seguintes aspectos: a organização e mobilização da classe trabalhadora, a correlação de forças entre as classes no âmbito do Estado burguês e o desenvolvimento das forças produtivas que, por sua vez, exponenciam a barbárie social.

            A política social ganha espaço nos marcos do capitalismo monopolista, pelas mãos do Estado Social, ou Estado de Bem Estar, que se reconfigura para melhor atender as exigências do Capital e passa a intervir diretamente e internamente nas relações econômicas e sociais, fazendo uso, não apenas da repressão, mas agora, também do consenso. Nesses termos, é interessante frisar que a intervenção do Estado nas demandas sociais, se constitui enquanto condição para intervir no econômico; em outras palavras: o social posto nesse contexto está subordinado à política econômica.

            Dado o agravamento da questão social, gestada pelo movimento de produção alargada do capital, em sua fase madura, como formula Mandel – (capitalismo monopolista/capitalismo maduro, pois no entendimento do autor, é nesse momento que o capitalismo atinge o seu mais alto grau de desenvolvimento). – O Estado Social passa a atender em alguns casos e em outros a se antecipar estrategicamente as demandas dos trabalhadores, segundo Netto (2011), com o objetivo primeiro de garantir a manutenção da ordem, o controle e a reprodução da classe trabalhadora, a serviço do Capital. Netto (2011), Berhing e Boschetti (2011), Montaño e Duriguetto (2011) e Iamamoto de Carvalho (1996), são unânimes ao caracterizar a política social através do binômio concessão e conquista, nessa perspectiva teórica, Netto (2011), coloca que não há dúvidas de que a política social surge da capacidade de organização e mobilização do proletariado e do conjunto dos trabalhadores. As concessões do Estado, nesse sentido, acontecem como respostas às pressões exercidas pelos trabalhadores. Ainda no entendimento do autor, o Estado não cria as políticas sociais, este as concretiza. Os autores citados compreendem o caráter de dominação contido nas políticas sociais, mas naturalmente, assinalam que não podemos deixar de defender os ganhos dos trabalhadores com a incidência da política social em suas vidas cotidianas, considerando-as necessárias no contexto da sociabilidade vigente. 

            Autores como Meszáros (2002) e Lessa (2013), entendem a política social como um mecanismo de concessão do Estado para se alto legitimar e legitimar a ideologia da classe dominante, através do seu aparato político, democrático e institucional a favor do Capital. Meszáros (2002), põe que tais concessões do Estado Social sob a forma de políticas sociais e direitos sociais são, na verdade, mais favoráveis aos interesses capitalistas que aos trabalhadores, em outras palavras, os ganhos para a classe vulnerabilizada, no que tange a garantia ou o complemento a sua subsistência não estremecem se quer a base de produção e acumulação do Capital, ao contrário, a política social, enquanto controle social, favorece os ganhos do MPC, visto que, garante minimamente as condições de vida dos trabalhadores que como consequência inevitável  de dominação e exploração, continua a serviço da reprodução da ordem socioeconômica vigente. No entanto, o autor apreende a importância dos ganhos relativos da política social para os trabalhadores nos limites dessa sociedade, mesmo que tais direitos sejam anulados sempre que não representem os interesses do capital, em determinadas conjunturas históricas, a exemplo do atual período neoliberal.

            Braz e Netto (2012), apontam os ganhos dos capitalistas com a intervenção do Estado via políticas sociais na realidade cotidiana dos trabalhadores. Os autores colocam que tais medidas de intervenção desonera o capitalista de arcar com o ônus de sua responsabilidade com a reprodução da força de trabalho. Iamamoto e Cravalho (1996), colocam que o Estado, ao intervir via serviços sociais, tais como: salários indiretos, subsídios para a obtenção de moradia própria, transporte público e financiamentos, desobriga o capitalista de aumentar o valor do salário real do trabalhador, o que se constitui em ganhos para o mesmo, tendo em vista que são os próprios beneficiários dos serviços que os financiam. Embora o trabalhador acesse a esses serviços sociais e tais serviços sejam necessários a eles, nessa sociedade, isso não se caracteriza como ganhos substanciais que viabilizem uma igualdade real, mas se põem como micromudanças que não anulam sua condição de explorado.

            Tendo clara a razão de existir das políticas sociais, é necessário e possível apreender os seus limites postos nos marcos dessa sociedade. Sendo a política social um mecanismo de intervenção do Estado para atuar no enfrentamento as expressões da questão social, tendo em vista que, o Estado é superestrutura demandado pela estrutura econômica para salvaguardar seus interesses, entendemos que a política social surge e se desenvolve convergindo nesse mesmo sentido.

            Apreender a política social sob essa perspectiva teórica, não nos leva ao entendimento de que este mecanismo é desnecessário ou tão somente inconveniente a luta da classe trabalhadora nos limites do capitalismo desenvolvido. É preciso ter a percepção de que não será por meio das conquistas ou avanços da política social, nos marcos dessa sociedade que chegaremos à emancipação humana e ao fim das contradições inerentes a esse sistema econômico. A política social enquanto cria do capitalismo, bem como a democracia, cidadania e os direitos burgueses são organicamente funcionais a produção e reprodução das relações sociais  vigentes, logo, se fazem necessárias enquanto meio de sustentação da dinâmica do Capital, no gerenciamento dos males sociais e a favor das condições mínimas de existência do trabalhador, no sentido de garantir a contradição que, segundo Trindade (2011), funda o MPC, qual seja, a produção social da riqueza e sua apropriação privada.







REFERÊNCIAS



IAMAMOTO, Marilda Vilela; CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica. São Paulo, Cortez, 1983.



BEHRING, Elaine Rossetti; BOSCHETTI, Ivanete. Política Social: Fundamentos e História. 9ª Ed. São Paulo: Cortez, 2011.



NETTO, José Paulo. Capitalismo Monopolista e Serviço Social. 8ª Ed. São Paulo: Cortez, 2011.



MONTAÑO, Carlos; DURIGUETTO, Maria Lúcia. Estado, Classe e Movimento Social . 3ª Ed. São Paulo: Cortez, 2011.

BRAZ, Marcelo; NETTO, José Paulo. Economia Política: Uma introdução crítica. 8ª Ed. São Paulo: Cortez, 2012.



LESSA, Sérgio. Capital e Estado de Bem Estar: o caráter de classes das políticas públicas. São Paulo: Instituto Lukács, 2013. 



MÉSZÁROA. Estván. Para Além do Capital: Rumo a uma teoria da transição. Tr. Paulo Cesar Castanheira/Sérgio Lessa. São Paulo: Boitempo. 2002.



TRINDADE. José Damião de Lima. História Social dos Direitos Humanos. 3ª Ed. São Paulo: Petrópolis, 2011.