terça-feira, 2 de abril de 2013

A ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS NOVAS TENDÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO



A administração, enquanto atividade humana tem sua existência desde a pré-história da humanidade, porém a administração como área específica e sistemática do conhecimento, só foi registrada no século XX.  Segundo alguns autores, a exemplo de (DRUCKER), que considera que a administração é exercício e não ciência, não é conhecimento, mas desempenho. Ou seja, a administração fundamenta-se em diversas ciências, mas não se constitui em uma. A administração está presente em todos os processos da vida humana seja ela particular ou pública. Administração requer tempo, planejamento e estratégias.
     No campo da assistência social a administração e suas formas de gestão são de grande importância para dirigir essa política não contributiva, que é dever do Estado e direito de todo cidadão que dela necessitar, ou seja, o objetivo da assistência social é atender as necessidades da população menos favorecida economicamente e socialmente e de quem dela necessitar.  Para alcançar esse objetivo é necessário o planejamento, a metodologia que será utilizada para alcançar os objetivos, o monitoramento e as avaliações. Todos esses elementos compõe o processo da administração.
    A assistência e a administração se associam a tecnologia de informação para atender as mais novas exigências postas pelo sistema de comunicação e informação.  A administração gerencia, a tecnologia informa e a administração fazendo uso desses dois meios, executa seu trabalho previamente planejado, atendendo as metas propostas que são submetidas ao monitoramento e as avaliações, podendo ser revistas e replanejadas, com base no surgimento de novos dados disponibilizados por um sistema de informação.
A era da informação se estabelece na década de 1970, resultante do desenvolvimento tecnológico da informação. Dentro da nova ordem organizacional, a tecnologia da informação corresponde à necessidade de ultrapassar as passadas formas de estruturação administrativa. As exigências atuais são atendidas por organizações que se apresentam como sistemas que possibilitam uma conectividade global em acontecimentos e novidade, assumindo uma dinâmica virtual que se movimenta em amplas redes.


     A relação entre assistência social, administração e a tecnologia da informação foi sinalizada a partir da I Conferência Nacional de Assistência Social em 1995, em que algumas deliberações apontavam para a elaboração e implementação de planos de monitoramento e avaliação, como também à criação de um sistema oficial de informações.
    Atualmente o principal meio virtual da assistência social é o portal do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, que disponibiliza dados e informações sobre programas e planos do governo, como acessa-los, datas de conferências, dados atualizados, avaliação dos programas, transparência, entre outras informações. No portal do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS, está incluso o Sistema Nacional de Informação do Sistema Único de Assistência Social - REDE SUAS que serve como instrumento de gestão e divulgação de dados referentes à assistência social a gestores, técnicos, entidades, sociedade civil e usuários. A Rede SUAS organiza a produção, o armazenamento, o processamento e a disseminação dos dados. Com isso, dá suporte a operação, ao financiamento e controle social do SUAS e garante transparência à gestão da informação.
      Outra ferramenta desenvolvida pelo portal do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS é o Mapa de Oportunidades e de Serviços Públicos – MOPS, que é alimentado pelo próprio MDS. O portal reúne e organiza informações de diferentes fontes, relativo à inclusão produtiva e disponibilidade de serviços, equipamentos e programas públicos desenvolvidos em municípios, microrregiões e estados no país.  O Portal tem como objetivo sistematizar informações e indicações de instituições que possam auxiliar os técnicos dos Centros de Referências de Assistência Social - CRAS e Centro de Referência Especializado de Assistência Social - CREAS e gestores públicos na definição de estratégias e ações de inclusão produtiva para a população em extrema pobreza e públicos-alvo do Plano Brasil Sem Miséria pelo país. Nele, estão endereços e telefones dos equipamentos públicos de assistência social, de segurança alimentar, postos de saúde e hospitais, escolas e outros estabelecimentos em educação, órgãos e serviços relacionados a trabalho e emprego, entre outros.
     Com a tecnologia da informação a administração se modernizou, e consequentemente trouxe benefícios à política de assistência, que incorporou as ferramentas virtuais no seu processo de trabalho no que se refere à coleta de dados, a precisão de informação em tempo real e com isso a agilidade de seus indicadores de avaliação e organização para atualizar e melhorar a eficácia e eficiência da política como um direito social. Também contribui para que todos os profissionais da assistência e outras áreas tenham acesso às informações que poderão contribuir para formular alternativas de intervenção na realidade. A população também pode ter acesso e ficar informada de todos os dados e informações sobre programas e planos do governo, das datas das conferências, o valor em dinheiro que cada município recebeu do governo federal para o pagamento das famílias cadastradas no bolsa família, avaliação do programa, entre outras informações. Além disso, a divulgação de dados através da tecnologia da informação pode contribuir para o fortalecimento do projeto ético-político da profissão e para ampliação de sua visibilidade. 



CRISIAN RAFAELLE MORAIS DE SOUZA E PRISCILA DE MORAIS RUFINO - GRADUANDAS EM SERVIÇO SOCIAL/UFAL.


Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS Disponível em: <<http://www.mds.gov.br/>>   Acesso em 25 de março de 2013.

Sistema Nacional de Informação do Sistema Único de Assistência Social - REDE SUAS              Disponível em: <<http://www.mds.gov.br/assistenciasocial/redesuas>>  Acesso em 26 de outubro de 2012.

VELOSO, Renato. Serviço Social, Tecnologia da Informação e Trabalho. São Paulo: Cortez, 2011. Disponível em: <http://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/revistaempauta/article/view/2499> Acesso em: 25 de março de 2013.


 




segunda-feira, 18 de março de 2013

CinePET Social exibe "Os Miseráveis"

O longa-metragem “Os Miseráveis” inaugura o CinePET Social no próximo dia 26. A atividade, organizada pelo PET Conexões de Saberes Serviço Social UFAL, consiste na exibição de filmes relacionados a área de estudo. Eles serão exibidos a partir das 14h, na sala de multimeios do bloco 14, e em seguida professores do curso de Serviço Social coordenarão os debates. Nesta terça, quem participa do primeiro debate é a professora Ana Ávila, diretora da Faculdade de Serviço Social.

domingo, 17 de março de 2013

Pobreza e políticas públicas



Ao Estado, enquanto regulador das relações sociais entre as classes existentes, porém não possuidor de uma neutralidade política, estando este a favor dos interesses da classe dominante, cabe o dever de prover os mínimos sociais à população que vive em condições precárias de existência, suas ações são postas em prática por meio das políticas públicas.

As políticas públicas como formas de enfretamento a pobreza a partir da década de 90, representam para o senso comum, em aspectos políticos, um avanço no campo dos direitos sociais que viabilizam medidas imediatas de amenizar a pobreza e seus sintomas na sociedade.

Através dos programas de governos incidentes no país a partir da década de 90 é possível observar que os índices de miserabilidade, baseados em dados reais, são cada vez mais crescentes. Isso se dá em partes pela falta de interesse do Estado em de fato por um fim a pobreza, e em outro aspecto pela impossibilidade do mesmo em alcançar esse feito.

É importante ter a clareza de que não será via políticas públicas que a pobreza e a desigualdade social encontrarão seu fim. Estas são medidas que possibilitam paliativamente amenizar as condições de pobreza produzidas nessa sociedade. A pobreza não é um fenômeno aparente que se constitui na situação de fome, a qual vive milhares de famílias no Brasil, a pobreza se expressa nessa situação, mas não encontra somente nisso sua representação.

A causa da pobreza, enquanto expressão da questão social encontra seu fundamento na sociedade capitalista, onde é produzida a contradição entre as classes fundamentais na qual, ao passo que se produz a riqueza material, em mesma escala se reproduz a pobreza e ao mesmo tempo priva o acesso daqueles que produzem a riqueza de se apropriar da mesma, gestando a desigualdade social, o não acesso aos bens produzidos socialmente. Logo, a pobreza não está apenas na privação material, que pode ser imediatamente resolvida por meio das políticas públicas, a pobreza encontra-se enraizada nessa sociedade que trata de inibir sua superação.

Segundo José Paulo Netto, a ultrapassagem da pobreza enquanto questão social só será possível em condições em que se suprima a sociedade capitalista.

Priscila Morais

quinta-feira, 14 de março de 2013

Pobreza política


 


         Quando pensamos em pobreza logo nos vem a imagem de uma pessoa faminta, miséria, favelas e assim por diante. A pobreza esta em todos os lugares. As políticas públicas estão para dar acesso às pessoas aos serviços. Mas a pior pobreza é a política, a não conscientização dos direitos e deveres enquanto cidadãos, o da não participação.
         Estamos tão inertes com o que nos é oferecido, que não nos atentamos à necessidade de exercitarmos nossa cidadania. E como exercer a cidadania? Participando! Que espaço é oferecido para discutirmos política?
       O empoderamento social é a capacidade do ser humano ser fortalecido enquanto seu papel e direitos perante a sociedade. Às vezes fugimos do debate. Se nos consideramos cidadãos (as) devemos ter a plena consciência de que sem a nossa participação não alcançaremos com plenitude a cidadania.
Porque sentimos dificuldades em implantar este sistema? Observo que a sociedade clama por resolutividade , mas pasme, não sabem participar, não porque não querem, mas por nunca terem exercitado.
        O sistema político no qual presenciamos quer justamente isso: pão e circo, não querem participação, mas sim, planejamentos infundados e maquiados para a população. Estamos acostumamos com tão pouco. Existem estratégias para enfrentar a pobreza, seja na transferência de renda, na saúde, educação, assistencia social, mas pouco se fala em estratégias para combater a pobreza política, porque quanto menos se sabe menos cobrança se tem.
      Portanto, a pior pobreza que podemos ter é a pobreza política porque exige de nós raciocínio. Precisamos de um Modelo político diferenciado! Participação é Tudo!!!


Tatiana Acioli -  Assistente Social formada na Universidade Federal de Alagoas, Pos Graduada em Gestão da Política de Assistência Social, profissional atuante na política pública da assistencia social.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Os 20 anos de Código de Ética Profissional do serviço social





 

Neste dia 13/3, o Código de Ética do/a Assistente Social completa 20 anos de existência. E para comemorar a data, preparamos algumas postagens sobre este importante documento, que é um instrumento concreto na defesa de direitos e na luta por uma sociedade justa e igualitária. Que tal começar lendo um CFESS Manifesta especial sobre o tema? Acesse em: http://www.cfess.org.br/arquivos/cfessmanifesta2013_20anosCEP-SITE.pdf

 






segunda-feira, 11 de março de 2013

Sociedade e outras drogas

É difícil falar sobre drogas para uma sociedade drogada que é estimulada a se drogar o tempo todo e não escolhe se informar para ajudar!
É complicado falar de exemplos num país que tem em suas autoridades máximas os piores exemplos!
É complexo ensinar os filhos a se manterem longe das drogas quando os pais se entopem de remédios para tudo, bebem, fumam, e cagam para eles
Como é que se aborda um tema tão complexo como esse se quem está dando as cartas do jogo é o que MAIS LUCRA COM ISSO?
Não é melhor assumir que a sociedade como um todo escolheu uma forma falida de tratar do assunto e buscarmos soluções mais eficientes?
Percebendo que isso é um problema de SAÚDE PÚBLICA e não militarizando a questão e negligenciando os que estão tendo problemas com Drogas?
Oferecendo informações e conhecimento VERDADEIRO sobre o tema ao invés de ficar demonizando?
Mais fácil é não resolver o problema e deixar tudo como está! Lucra-se mais!


Tico Santa Cruz 

sábado, 9 de março de 2013

Conselho Nacional de Saúde - CNS repudia prática da internação compulsória e involuntária

A internação compulsória de dependentes químicos é assunto polêmico que vem sendo debatido entre profissionais da área de saúde, sociedade civil e gestores públicos. É importante esclarecer a diferença entre internação compulsória e internação involuntária. A primeira é uma medida judicial, já a involuntária é um ato médico que incide sobre um paciente em um momento crítico e se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de outra pessoa.

        O estado de São Paulo vem utilizando o mecanismo da internação compulsória em casos de usuários de drogas que vivem nas ruas. A medida ainda não é consensual, há médicos, gestores, grupos da sociedade e até usuários de drogas que são a favor da prática, outros questionam sua eficácia.

        O tema foi debatido pelo Conselho Nacional de Saúde e como instância máxima de controle social do Sistema Único de Saúde, SUS, se manifesta contrário à medida. Para o CNS, “Longe de expressar a criação de um novo serviço, a ação realizada em São Paulo cria, na prática, um tribunal de exceção que distorce e contraria a lógica dos serviços de saúde, acarretando sérios prejuízos no processo de implantação da rede de serviços territoriais qualificada para atenção aos usuários de álcool e outras drogas”.

        A medida, baseada na Lei número 10.216 de abril de 2001, que dispõe sobre a “proteção e direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”, afirma que o objetivo das internações previstas é a reintegração social do paciente e só será realizada com a apresentação de um laudo médico. Nela, fica claro também que a internação em sua modalidade compulsória será determinada por um juiz competente.

        A implantação de uma política que cuide dos usuários e suas famílias é defendida pelo conselho, que repudia a prática da internação compulsória e involuntária, deixando claro que estas não se constituem como serviços e têm servido para limpar as cidades e não para cuidar dos usuários. “Reconhecemos que a situação requer cuidados e medidas capazes de promover acesso à cidadania e reafirmamos que o recolhimento forçado viola direitos humanos e sociais. E, o que violenta, não trata nem inclui”, afirma o conselho.

        O CNS faz um convite aos governantes e a sociedade brasileira a trabalharem juntos pela efetivação de políticas sobre drogas no país que assegurem o acesso à cidadania e a superação das fragilidades e sofrimentos decorrentes do uso abusivo de tais substâncias.


Ayana Carneiro
Equipe de Comunicação do CNS


Fonte:http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2013/02_fev_cns_repudia.html