sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Parto Humanizado - direito da gestante.


 O que é o parto humanizado?


Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo "Parto humanizado" não pode ser entendido como um "tipo de parto", onde alguns detalhes externos o definem como tal, como o uso da água ou a posição, a intensidade da luz, a presença do acompanhante ou qualquer outra variável. A Humanização do parto é um processo e não um produto que nos é entregue pronto.
Acredito que estamos a caminho de tornar cada vez mais humano este processo, isto é, tornar cada vez mais consciente a importância de um processo que para a humanidade sempre foi instintivo e natural e que por algumas décadas tentamos interfirir mecanicamente, ao hospitalizarmos o nascimento e querer enquadrar e mecanizar em um formato único as mulheres e o evento parto.
O termo “humanização” carrega em si interpretações diversas. A qualidade de “humano” em nossa cultura quase sempre se refere à idéia arraigada na moral cristã de ser bom, dócil, empático, amável e de ajudar o próximo. Nesse contexto, retirar a mulher de seu “sofrimento” e “acelerar” o parto através de medicações e de manobras técnicas ou cirúrgicas e é uma tarefa nobre da medicina obstétrica e assim vem sendo cumprida.
Mas há um porém neste tipo de intervenção. Um olhar mais atento na prática atual da assistência ao parto revela uma enorme contradição entre as intervenções técnicas ou cirúrgicas e as suas conseqüências no processo fisiológico do parto e na saúde física e emocional da mãe e do bebê. Um olhar ainda mais atento nos processos culturais, emocionais, psíquicos e espirituais envolvidos no parto revelam novos e norteadores horizontes, tal qual a importância, para mãe e filho, de vivenciar integralmente a experiência do parto natural.
A qualidade de humano que se quer aqui revelar envolve os processos inerentes ao ser humano, os processos pertinentes ao ciclo vital e a gama de sentimentos e transformações que a acompanham. O processo de nascimento, as passagens para a vida adolescente e adulta, a vivência da gravidez, do parto, da maternidade, da dor, da morte e da separação são experiências que inevitavelmente acompanham a existência humana e por isso devem ser consideradas e respeitadas no desenrolar de um evento natural e completo como é o parto. Muitas e muitas mulheres ao relatarem seus partos via cesariana mostram a frustração de não terem parido naturalmente, com as próprias forças, os seus filhos. Querem e precisam vivenciar o nascimento de seus filhos de forma ativa, participativa, inteira. Viver os processos naturais e humanos por inteiro muitas vezes envolve dor, incômodo, conflito, medo. Mas são estes mesmo os “portais” para a transição, para o crescimento, para o desenvolvimento e amadurecimento humano.
A humanização proposta pela ‘humanização do parto’ entende a gestação e o parto como eventos fisiológicos perfeitos (onde apenas 15 a 20% das gestantes apresentam adoecimento neste período necessitando cuidados especiais), cabendo a obstetrícia apenas acompanhar o processo e não interferir buscando ‘aperfeiçoá-lo’.

Humanizar é acreditar na fisiologia da gestação e do parto.
Humanizar é respeitar esta fisiologia, e apenas acompanhá-la.
Humanizar é perceber, refletir e respeitar os diversos aspectos culturais, individuais, psíquicos e emocionais da mulher e de sua família.
Humanizar é devolver o protagonismo do parto à mulher.
É garantir-lhe o direito de conhecimento e escolha.
                                                                                                                                Eleonora de Moraes

Fonte: Despertar do parto.



18 anos, primigesta, 42 semanas e 3 dias de gestação - bebê de 4,300kg - períneo íntegro.
Assistido por Melania Amorim e Sabina Maia, no projeto Humanização do nascimento no ISEA, em Campina Grande, em maio de 2009.


                                                                                                                              

Fonte: youtube

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Desafios do controle social na atualidade

O artigo pretende fazer uma abordagem dos desafios do controle social na atualidade, analisando a sua formulação no processo de redemocratização da sociedade brasileira, bem como seus inpasses a partir dos anos 90. Finaliza com os debates na atual conjuntura e apresenta como novidade a criação dos fóruns estaduais, municipais e a Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, considerando também como mecanismos autônomos de controle democrático do controle social institucionalizado.

Autoras: Maria Inês Souza Bravo e Maria Valéria Costa Correia

Boa leitura!



Fonte: Resvista eletrônica: Serviço Social & sociedade

Serviço Social e o campo da saúde: para além de plantões e encaminhamentos


 Trata-se de um artigo que visa analisar a política de saúde e o trabalho do assistente social a partir de dois momentos distintos das formas de gestão do trabalho: o modelo fordista e o modelo de acumulação flexível. Esses dois eixos de análise serão discutidos aplicados ao campo da saúde e à inserção do trabalho do assistente social na saúde. Os dois eixos foram escolhidos para apontar um exame sobre tendências dos determinantes sociais à saúde pública e ao processo de trabalho do assistente social neste campo.

 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-66282010000300004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt


Boa leituta!


FONTE: Resvista eletrônica: Serviço Social & sociedade

domingo, 2 de setembro de 2012

O serviço social e sua relação ética

Um certo dia, ouvi algo que me entristeceu, uma suposta colega desabafou e deu o seguinte “conselho”: “Estou trabalhando em um município X e se vocês recém-formadas quiserem se dar de bem, joguem seu código de ética no lixo”. Estremeci-me toda e pior de tudo é que outras balançavam a cabeça concordando. Parei e pensei, quer dizer que estudei 4 anos e toda aquela teoria de luta e conquistas estabelecida pela profissão e seu código de ética, são mera baboseiras?
Mas não se desesperem caros (as)  formandos(as) e colegas de luta, que acreditam na ética, pois agir profissionalmente de forma ética é uma postura a ser tomada incondicionalmente e o Know How do Serviço Social deve ser pautado nos princípios estabelecidos eticamente, que no trato das relações com os usuários dos serviços socioassistenciais deverá contribuir para a viabilização da participação efetiva da população nas decisões institucionais, garantindo a estes, a plena informação e discussões sobre as possibilidades e consequências das situações demandadas, no respeito democrático de suas decisões mesmo que estas possam ser contrárias aos valores e crenças do assistente social, além de contribuir para a criação de mecanismos que venham a permitir a desburocratização dos serviços garantindo este acesso de forma ágil concomitante a urgência da demanda e na melhora dos serviços prestados.
Para um atendimento acolhedor e ético, o assistente social nunca deverá exercer sua autoridade para limitar ou cercear o direito dos usuários de participarem e decidirem de forma livre no trato de seus interesses, não compete aproveitar-se da relação com os mesmos para buscarem vantagens pessoais ou para terceiros e jamais bloquear o acesso dos usuários aos serviços oferecidos pelas instituições, através de atitudes que venham coagir, constranger ou desrespeitar com aqueles que buscam seus direitos.
Meu maior prazer é ver um usuário sair do atendimento social mais esclarecido de seus direitos e tê-los garantido, bem como, satisfeito com o bom atendimento, se sentindo valorizado mesmo que o mundo os exclua.  As lutas são grandes, as dificuldades maiores aindas, todavia nada poderá comprar a sua sabedoria e satisfação de ver o Código de ética fora do lixo!

REFERÊNCIAS
CÓDIGO DE ÉTICA do assistente social. Lei 8662/93 de regulamentação da profissão. 3 ed. Brasília: Conselho Federal de Serviço Social, 1997.

Santiane Godinho

Combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes


Ao ver esse vídeo, recordei um caso de abuso sexual que pude acompanhar de perto em minha experiência de estágio. Por questões éticas não devo comentar em detalhes sobre o caso, mas esse vídeo fala de maneira geral e objetiva sobre os direitos dos menores e projetos a serem implatados no sentido de fazê-los acessar esses direitos de maneira direta.
Os casos de abuso sexual contra menores é infelizmente uma estatística crescente em nossa sociedade, e muitos desses casos são marcados pelo silêncio da família do menor e do própria menor, por fatores culturais, religiosos, medo e não reconhecimento de seus direitos em sociedade e consequentemente a impunidade do agressor.
Esse tipo de violência deixa marcas profundas na vida de uma criança ou adolescente, é uma descoberta cruel e abusiva de algo que está além de sua consciência no momento, ou seja, não é apenas um abuso moral é também um abuso contra a integridade mental que irá refletir no presente e no futuro da vida de um menor abusado.
No Brasil as crianças e adolescentes dispõe de um estatuto que deve zelar por sua proteção e direitos, porém na maioria dos casos esse estatuto que funciona através do conselho tutelar, só é acionado diante de um fato ocorrido, ou infelizmente nem diante disso.
 
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”
Art. 227 da Constituição Federal Brasileira.

É preciso viabilizar formas de conscientização, para que a população denuncie esse tipo de crime. Imagine quantas crianças e adolescentes terão que continuar a sofre esse tipo de violência frente a impunidade de assassinos e o silêncio de uma sociedade covarde que se cala frente a estes crimes contra o público infanto-juvenil?

Priscila Morais 

sábado, 18 de agosto de 2012

Recomendo!

  Neste livro se discute desde a relação da Política Social com o surgimento da questão social no século XIX, até os dias atuais, quando a feição universal dá lugar ao caráter focalizado, e a provisão pública cede espaço ao privado. A trajetória acadêmica das autoras, mesclada à militância política frente às entidades nacionais como a Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social -ABEPSS e o Conselho Federal de Serviço Social - CFESS é balizadora do produto que compõe o conjunto dessa obra.

Boa leitura!

Educação

           A educação pública de nível médio e fundamental são precárias. Isso não é novidade alguma... Mas o que o governo faz? Ao invés de investir em um ensino público de qualidade nos níveis de ensino médio e fundamental, este realiza medidas como, abrir 50% das vagas nas universidades federais para alunos de escola pública. É uma forma de gerar oportunidades? No meu entendimento não! Pra mim isso é uma forma de precarizar ainda mais a educação e a formação de profissionais. Conclusão, se um aluno de escola pública tem uma formação falha, como será esse aluno ao ingressar em uma universidade? Que tipo de profissionais serão formados?Não dá pra entender a lógica do governo.
           Sou a favor sim, de melhores e maiores oportunidades para o acesso da população à educação, mas uma educação que se inicie de forma correta, com qualidade, que ofereça um ensino  com melhores recursos, tanto aos alunos quanto aos professores, por meio de um plano governamental que tenha como foco a aprendizagem e  uma educação apta a preparar as crianças e jovens para ingressar em uma Universidade. Mas talvez esse não seja o interesse do governo... Pois ao investir na expansão de vagas nas universidades públicas e abrir sistema de cotas, o governo vende para a população a ideia de que isso gera mais oportunidades, porém o próprio governo não investe no ensino e nem na estrutura física das universidades que receberão novos estudantes. E o resultado é esse que podemos ver; o ensino público federal de baixa qualidade, poucos e maus recursos disponíveis para a expansão da academia e futuramente profissionais de pouca qualidade e às vezes, como já se tem visto profissionais inaptos a exercer sua profissão. São esses os profissionais que futuramente irão prestar seus serviços à sociedade?
         Isso tudo é fruto de um problema que vem de lá de trás,  a precariedade no ensino público federal é consequência de maus investimentos nos ensinos anteriores que acompanham a trajetória de um estudante, desde sua alfabetização, passando por seu ensino fundamental e médio. Essa é uma das realidades da educação em nosso país.

Priscila Morais

http://educacao.uol.com.br/noticias/2012/08/16/aluno-da-escola-publica-sai-do-medio-sabendo-menos-que-estudante-do-fundamental-da-particular.htm