segunda-feira, 8 de junho de 2015
domingo, 31 de maio de 2015
SOBRE O MOMENTO ATUAL - PARA REFLETIR
Pessoal, estou postando esse texto, pois o mesmo dialoga intimamente com a leitura que estou fazendo, o livro 5- biblioteca básica do Serviço Social - Estados, Classes e Movimentos sociais, por isso resolvi compartilhar esse texto com vocês.
Boa leitura e bons estudos!
Priscila
Por Ivo Tonet - Professor Doutor da Universidade Federal de Alagoas.
O que deveria espantar, hoje, não é que:
- SE SUPRIMAM DIREITOS;
- SE CORTEM GASTOS PARA A SAÚDE, A EDUCAÇÃO, ETC.;
- SE DIFICULTE O ACESSO À APOSENTADORIA, AO SEGURO-DESEMPREGO, À PENSÃO POR MORTE;
- SE AUMENTEM OS GANHOS DO JUDICIÁRIO E DOS POLÍTICOS;
- SE APROVE A CONSTRUÇÃO DE UM SHOPPING NO CONGRESSO;
- SE APROVE UM PROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO;
- SE PROPONHA DIMINUIR OS SALÁRIOS PARA "GARANTIR" EMPREGOS;
- SE DESTINE QUASE A METADE DOR ORÇAMENTO NACIONAL PARA O PAGAMENTO DE RENTISTAS;
- SE AMPLIE A PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE, DA PREVIDÊNCIA, ETC.;
- SE AMPLIE A DEVASTAÇÃO DO MEIO-AMBIENTE;
- AUMENTEM ESCANDALOSAMENTE OS LUCROS DOS BANCOS;
- SE ATAQUEM BRUTALMENTE AS COMUNIDADES INDÍGENAS;
- SE AMPLIE A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
-E UMA INFINIDADE DE OUTRAS BARBARIDADES.
- SE CORTEM GASTOS PARA A SAÚDE, A EDUCAÇÃO, ETC.;
- SE DIFICULTE O ACESSO À APOSENTADORIA, AO SEGURO-DESEMPREGO, À PENSÃO POR MORTE;
- SE AUMENTEM OS GANHOS DO JUDICIÁRIO E DOS POLÍTICOS;
- SE APROVE A CONSTRUÇÃO DE UM SHOPPING NO CONGRESSO;
- SE APROVE UM PROJETO DE TERCEIRIZAÇÃO;
- SE PROPONHA DIMINUIR OS SALÁRIOS PARA "GARANTIR" EMPREGOS;
- SE DESTINE QUASE A METADE DOR ORÇAMENTO NACIONAL PARA O PAGAMENTO DE RENTISTAS;
- SE AMPLIE A PRIVATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE, DA PREVIDÊNCIA, ETC.;
- SE AMPLIE A DEVASTAÇÃO DO MEIO-AMBIENTE;
- AUMENTEM ESCANDALOSAMENTE OS LUCROS DOS BANCOS;
- SE ATAQUEM BRUTALMENTE AS COMUNIDADES INDÍGENAS;
- SE AMPLIE A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
-E UMA INFINIDADE DE OUTRAS BARBARIDADES.
Tudo isso, e muito mais, é certamente, grave, gravíssimo. Mas
é da lógica do capital em crise recorrer a todos esse meios para
enfrentá-la. O capital só pode enfrentar as suas crises descarregando
todo o seu peso sobre as costas dos trabalhadores.
Indignar-se, denunciar e até resistir a isso é, sem dúvida, muito importante. MAS É POUCO, INSUFICIENTE E NÃO APONTA PARA O PRINCIPAL.
O que deveria estarrecer e incentivar a reflexão é:
- POR QUE OS TRABALHADORES NÃO SE REVOLTAM EM PESO CONTRA ESSAS MEDIDAS?
- POR QUE ATÉ PARTE DOS TRABALHADORES APOIA ALGUMAS DESSAS MEDIDAS?
- POR QUE É UM GOVERNO, DIRIGIDO POR UM PARTIDO QUE SE DIZ DOS TRABALHADORES, QUE FAZ OU PERMITE TUDO ISSO?
- POR QUE A MAIORIA DAS CENTRAIS SINDICAIS E DOS SINDICATOS, QUE DEVERIAM REPRESENTAR OS INTERESSES DOS TRABALHADORES, APOIA UM GOVERNO QUE FAZ TUDO ISSO?
- POR QUE, APESAR DE MILHÕES DE PESSOAS FAZEREM MASSIVAS MANIFESTAÇÕES CONTRÁRIAS A TUDO ISSO, EM VÁRIOS PAÍSES, O MASSACRE DOS TRABALHADORES CONTINUA?
É urgente, muito urgente, entender por que se chegou a essa situação.
Uma resposta mais ampla e profunda a essas questões implicaria um exame crítico das lutas travadas entre capital e trabalho ao longo desses últimos cento e cinquenta anos.
Gostaria de apontar, aqui, apenas o que me parece ser o cerne da questão. Esse reside, a meu ver, no fato de que, durante décadas, os trabalhadores foram educados, pela maioria dos partidos de esquerda e dos organismos sindicais, para lutar COM o capital e COM o Estado e não CONTRA o capital e CONTRA o Estado. Isso levou os trabalhadores a perder de vista a perspectiva revolucionária - mudança radical do sistema social - e a assumir a perspectiva reformista - melhorar a sociedade através de pequenas e gradativas conquistas.
A oposição radical entre capital e trabalho e o insucesso de todas as tentativas reformistas desmentem categoricamente essa possibilidade.
Impõe-se, por isso, com a máxima urgência, a recuperação da perspectiva revolucionária, única que pode resolver os problemas da humanidade. Seu núcleo fundamental é a erradicação integral do capital, do Estado e do trabalho assalariado. Para isso é preciso resgatar o trabalho como categoria fundante do mundo social, a classe operária como sujeito fundamental (embora não único) da revolução e o trabalho associado como norteador e fundamento de uma autêntica sociabilidade humana.
A independência ideológica, política e organizativa dos trabalhadores é o único caminho que pode torná-los capazes de fazer frente aos ataques do capital e dirigir um processo radical de transformação social.
Indignar-se, denunciar e até resistir a isso é, sem dúvida, muito importante. MAS É POUCO, INSUFICIENTE E NÃO APONTA PARA O PRINCIPAL.
O que deveria estarrecer e incentivar a reflexão é:
- POR QUE OS TRABALHADORES NÃO SE REVOLTAM EM PESO CONTRA ESSAS MEDIDAS?
- POR QUE ATÉ PARTE DOS TRABALHADORES APOIA ALGUMAS DESSAS MEDIDAS?
- POR QUE É UM GOVERNO, DIRIGIDO POR UM PARTIDO QUE SE DIZ DOS TRABALHADORES, QUE FAZ OU PERMITE TUDO ISSO?
- POR QUE A MAIORIA DAS CENTRAIS SINDICAIS E DOS SINDICATOS, QUE DEVERIAM REPRESENTAR OS INTERESSES DOS TRABALHADORES, APOIA UM GOVERNO QUE FAZ TUDO ISSO?
- POR QUE, APESAR DE MILHÕES DE PESSOAS FAZEREM MASSIVAS MANIFESTAÇÕES CONTRÁRIAS A TUDO ISSO, EM VÁRIOS PAÍSES, O MASSACRE DOS TRABALHADORES CONTINUA?
É urgente, muito urgente, entender por que se chegou a essa situação.
Uma resposta mais ampla e profunda a essas questões implicaria um exame crítico das lutas travadas entre capital e trabalho ao longo desses últimos cento e cinquenta anos.
Gostaria de apontar, aqui, apenas o que me parece ser o cerne da questão. Esse reside, a meu ver, no fato de que, durante décadas, os trabalhadores foram educados, pela maioria dos partidos de esquerda e dos organismos sindicais, para lutar COM o capital e COM o Estado e não CONTRA o capital e CONTRA o Estado. Isso levou os trabalhadores a perder de vista a perspectiva revolucionária - mudança radical do sistema social - e a assumir a perspectiva reformista - melhorar a sociedade através de pequenas e gradativas conquistas.
A oposição radical entre capital e trabalho e o insucesso de todas as tentativas reformistas desmentem categoricamente essa possibilidade.
Impõe-se, por isso, com a máxima urgência, a recuperação da perspectiva revolucionária, única que pode resolver os problemas da humanidade. Seu núcleo fundamental é a erradicação integral do capital, do Estado e do trabalho assalariado. Para isso é preciso resgatar o trabalho como categoria fundante do mundo social, a classe operária como sujeito fundamental (embora não único) da revolução e o trabalho associado como norteador e fundamento de uma autêntica sociabilidade humana.
A independência ideológica, política e organizativa dos trabalhadores é o único caminho que pode torná-los capazes de fazer frente aos ataques do capital e dirigir um processo radical de transformação social.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Mestrado, doutorado, especialização ou MBA? Saiba o que é cada curso e faça a sua escolha
FONTE DO TEXTO:
http://guiadoestudante.abril.com.br/pos-graduacao/mestrado-doutorado-especializacao-ou-mba-saiba-cada-curso-faca-sua-escolha-773354.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_guiadoestudante#.U2e5lsn3JF8.facebook


http://guiadoestudante.abril.com.br/pos-graduacao/mestrado-doutorado-especializacao-ou-mba-saiba-cada-curso-faca-sua-escolha-773354.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_guiadoestudante#.U2e5lsn3JF8.facebook
Diferentes opções de pós-graduação servem para diferentes perfis e objetivos
É
preciso atenção: o curso de pós que seu colega faz nem sempre é o mais
adequado a seu perfil e seus objetivos. Para fazer a melhor opção, a
primeira coisa a saber é que existem dois grandes grupos de cursos. De
um lado, estão os stricto sensu (expressão latina que significa sentido
restrito). Incluem-se nessa categoria os mestrados (também conhecidos
como mestrados acadêmicos), mestrados profissionais, doutorados e
pós-doutorados. De outro lado, estão os cursos lato sensu (sentido
amplo), que comportam especializações e MBAs.
Os programas stricto sensu têm foco na formação de pesquisadores e professores universitários – ou seja, são, no geral, indicados para quem segue carreira acadêmica. Ainda assim, é comum encontrar nesses programas pessoas que atuam não em faculdades, mas em empresas. De todo modo, sem o diploma de um curso stricto sensu é impossível seguir a carreira acadêmica. “O aluno de uma pós stricto sensu adquire um nível de conhecimento mais aprofundado, uma vez que estes cursos são bastante exigentes do ponto de vista acadêmico, estimulando a reflexão teórica”, diz Lívio Amaral, diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Já os cursos lato sensu são a opção ideal para quem já tem uma rotina diária de trabalho e busca aperfeiçoamento profissional. O objetivo é ganhar competências específicas, de aplicação prática, para facilitar a ascensão na carreira, mudar de área ou se adaptar a um novo cargo dentro da empresa em que trabalha. Definir-se por um stricto ou um lato sensu é a primeira escolha a fazer.
Os programas stricto sensu têm foco na formação de pesquisadores e professores universitários – ou seja, são, no geral, indicados para quem segue carreira acadêmica. Ainda assim, é comum encontrar nesses programas pessoas que atuam não em faculdades, mas em empresas. De todo modo, sem o diploma de um curso stricto sensu é impossível seguir a carreira acadêmica. “O aluno de uma pós stricto sensu adquire um nível de conhecimento mais aprofundado, uma vez que estes cursos são bastante exigentes do ponto de vista acadêmico, estimulando a reflexão teórica”, diz Lívio Amaral, diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Já os cursos lato sensu são a opção ideal para quem já tem uma rotina diária de trabalho e busca aperfeiçoamento profissional. O objetivo é ganhar competências específicas, de aplicação prática, para facilitar a ascensão na carreira, mudar de área ou se adaptar a um novo cargo dentro da empresa em que trabalha. Definir-se por um stricto ou um lato sensu é a primeira escolha a fazer.
Critério de decisão
Uma boa maneira para encontrar a modalidade ideal de curso é imaginar
como será o dia a dia num curso lato sensu ou num stricto sensu. Nos
lato sensu, os cursos são mais breves e desenhados para a rotina corrida
de quem trabalha: as atividades e os trabalhos podem ser feitos nas
horas livres, sem comprometer muito a vida profissional.
No geral, as aulas acontecem à noite, só em alguns dias úteis, ou com uma carga horária mais puxada nos fins de semana. Já os cursos de mestrado e doutorado, a princípio, pedem dedicação integral. Se você acredita que um curso stricto sensu seja a opção mais adequada a seus objetivos, prepare-se: você provavelmente precisará dedicar noites, fins de semana e as férias aos estudos. Também é importante ter alguma flexibilidade de horário no emprego para assistir às aulas e participar de eventos, como congressos, palestras e simpósios.
No geral, as aulas acontecem à noite, só em alguns dias úteis, ou com uma carga horária mais puxada nos fins de semana. Já os cursos de mestrado e doutorado, a princípio, pedem dedicação integral. Se você acredita que um curso stricto sensu seja a opção mais adequada a seus objetivos, prepare-se: você provavelmente precisará dedicar noites, fins de semana e as férias aos estudos. Também é importante ter alguma flexibilidade de horário no emprego para assistir às aulas e participar de eventos, como congressos, palestras e simpósios.
O que considerar na escolha
Confira
abaixo uma descrição rápida de cada modalidade de curso de pós. Os
destaques em cor referem-se ao perfil do aluno que tem sucesso em cada
modalidade. Leve em conta essas indicações para fazer uma boa escolha.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Aprovada proposta que proíbe estágio não remunerado
Atenção! Boa notícia para os estudantes estagiários!
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (20) projeto para determinar que todos os estagiários recebam bolsa ou outra forma de contraprestação, independentemente do tipo de estágio.
O autor do PLS 424/2012 http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=109147 senador Paulo Paim (PT-RS), argumenta que a Lei dos Estágios (11.788/2008) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/lei/l11788.htm
faz uma série de distinções entre os estágios não obrigatórios e os
obrigatórios (cuja carga horária é exigida para a conclusão de alguns
cursos técnicos ou de graduação, por exemplo). Nestes, é possível não
ocorrer qualquer pagamento. Na opinião do senador, essa prática é
discriminatória e poderia levar à exploração da mão de obra de
estudantes cujos cursos incluem a obrigatoriedade de realização do
estágio.
“Além do aprendizado que a
prática do estágio promove, o trabalho realizado pelo estagiário gera
benefícios importantes para as partes concedentes e deve, portanto, ser
devidamente compensado”, diz ele.
Para a relatora na CAS,
senadora Ana Amélia (PP-RS), os estágios obrigatórios oferecidos a
título gracioso, sem qualquer tipo de remuneração para os estagiários,
são exemplos de "exploração inaceitável de mão de obra", que deveriam
ser coibidos pela legislação. A matéria vai à Comissão de Educação,
Cultura e Esporte (CE), onde terá decisão terminativa.
FONTE: SENADO NOTÍCIAS: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/05/20/aprovada-proposta-que-proibe-estagio-nao-remunerado?utm_source=midias-sociais&utm_medium=midias-sociais&utm_campaign=midias-sociais
quarta-feira, 20 de maio de 2015
Luta antimanicomial
Pessoal, em tempos de discussão delicada sobre a luta contra a internação compulsória, compartilho com vocês esse pequeno artigo que trata sobre os maus tratos e abusos cometidos há alguns anos no maior hospício do Brasil. Alguns trechos do texto são bastante fortes e algumas imagens falam por si. Conscientes ou inconscientes, tratam sobre seres humanos, por tanto sujeitos de direitos.
Vale a reflexão.
Priscila
sábado, 16 de maio de 2015
15 de maio
Apesar dos desafios a serem superados em relação a efetivação dos
diretos sociais, justiça social e democracia no cotidiano da profissão e
na realidade do nosso país, me sinto muito feliz em compor a categoria profissional de assistentes sociais. 15 de maio, dia do assistente
social, dia de luta! Parabéns a todas (os) os (as) colegas!
Priscila Morais
sexta-feira, 15 de maio de 2015
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