domingo, 18 de novembro de 2012

Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas ( CAPS-AD)

O CAPSad é um serviço especializado em saúde mental que atende pessoas com problemas decorrentes do uso ou abuso de álcool e outras drogas em diferentes níveis de cuidado: intensivo (diariamente), semi-intensivo (de duas a três vezes por semana) e não-intensivo (até três vezes por mês).
É um serviço ambulatorial territorializado que integra uma rede de atenção em substituição à “internação psiquiátrica", e que tem como princípio a reinserção social. Realiza ações de assistência (medicação, terapias, oficinas terapêuticas, atenção familiar), de prevenção e capacitação de profissionais para lidar com os dependentes.
O serviço do CAPS é a porta de entrada do paciente dependente de álcool e drogas no Sistema Único de Saúde. É importante ressaltar que apenas são atendidos os pacientes que buscam ajuda, já que o tratamento é aberto, isto é, não há internação ou qualquer outro procedimento contra a vontade do dependente.
Para participar é preciso telefonar ou ir até uma unidade do CAPS e acompanhar uma reunião no grupo de acolhimento, durante este primeiro contato o paciente obtêm informações sobre como funciona o CAPS e que tipo de atendimento é prestado. Caso decida participar, passa então por uma consulta de triagem, na qual é avaliado para que seja encaminhado ao tratamento mais adequado (intensivo, semi-intensivo, ou não intensivo).


O papel do CAPS-AD




FONTES: 

 

sábado, 17 de novembro de 2012

Aprovação do piso salarial do Assistente Social em R$ 3.720,00 e 30h semanais

Aprovação do piso salarial do Assistente Social em R$ 3.720,00 e 30h semanais

Por que isto é importante

Os dados e informações acima nos convencem da necessidade
de se fixar, por meio de lei ordinária, o piso salarial dos Assistentes Sociais em R$ 3.720,00 (correspondente a 8 salários mínimos do valor em vigor em fevereiro de 2009, que é R$ 465,00) para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Desde seus primórdios aos dias atuais, a profissão de Assistente Social tem se redefinido, considerando sua inserção na realidade social do Brasil, entendendo que seu significado social se expressa pela demanda de atuar nas desigualdades sociais e econômicas. Trata-se, pois, de um campo de atuação profissional que se torna visível na pobreza, na violência, na fome, no desemprego, buscando atender às necessidades da coletividade, lutando contra a exclusão social.
Os assistentes sociais são profissionais capacitados para analisar a realidade social de forma que possam intervir nas questões sociais através da elaboração, execução e avaliação de políticas sociais que tenham como meta o desenvolvimento humano.
A atuação do assistente social se dá, prioritariamente, por meio de instituições que prestam serviços públicos destinados a atender pessoas e comunidades, que buscam apoio para desenvolverem sua autonomia, participação, exercício de cidadania e acesso aos direitos sociais e humanos. Ele está capacitado, sob o ponto de vista teórico, político e técnico, a investigar, formular, gerir, executar, avaliar e monitorar políticas sociais, programas e projetos nas áreas de saúde, educação, assistência e previdência social, habitação etc.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde não sobrevive sem a ação dedicada do Assistente Social seja na formulação de políticas sociais que previnam doenças, seja na gestão de tais políticas visando o bem estar da população. Também o Estatuto da Criança e do Adolescente, uma conquista histórica dos cidadãos brasileiros, não teria razão de ser sem a efetiva participação do Assistente Social nos conselhos nacional, estaduais e municipais e na assistência ao menor e ao adolescente vítima de abusos, mãos tratos, da deliquência, da fome e da miséria.
Com sua formação humanista, comprometida com valores que dignificam e respeitam as pessoas em suas diferenças e potencialidades, sem discriminação de qualquer natureza, o Assistente Social merece o reconhecimento da sociedade e do Estado pelos relevantes serviços que presta em prol do bem comum. E este reconhecimento deve-se dar na garantia de condições dignas de trabalho para que sua atuação se realize de forma competente e efetiva e na remuneração adequada de seu trabalho árduo, razão pela qual encareço aos nobres pares a aprovação do presente projeto.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que é o SESC?

O Serviço Social do Comércio (SESC) é uma entidade que tem como missão a promoção do bem-estar dos comerciários e seus dependentes, por meio de ações desenvolvidas nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Lazer e Assistência.
Missão: “Contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador do setor de comércio de bens e serviços, prioritariamente de baixa renda, através de serviços subsidiados e de excelência”.
Visão: “Ser reconhecido no estado de Alagoas como entidade prestadora de serviços sociais de excelência”.
Em 1946, empresários do comércio de bens e serviços, reuniram-se para encontrar soluções para os problemas sociais que já assolavam o País. A reunião aconteceu na cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro, na Primeira Conferência das Classes Produtoras – I Conclap. Nessa reunião foi aprovada a Carta da Paz Social, que apresentou a filosofia e o conceito de serviço social custeado pelo empresariado. Começava a nascer assim uma iniciativa absolutamente inédita em todo o mundo e na história da relação entre capital e trabalho.
A proposta contida na Carta da Paz Social foi submetida ao Governo Federal. No mesmo ano de 1946, no dia 13 de setembro, o Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, assinava o Decreto-Lei n° 9.853 que autorizava a Confederação Nacional do Comércio (CNC) a criar o Serviço Social do Comércio – SESC.
O SESC integra o Sistema Fecomércio/SESC/SENAC e tem como conselho normativo o Departamento Nacional do SESC, no Rio de Janeiro.

O SESC desenvolve trabalhos segundo as seguintes políticas: Saúde, Assistência e Educação.


Saúde:  Desenvolve ações destinadas a contribuir para a promoção, proteção e recuperação da saúde da clientela. Compreende as atividades de nutrição, assistência odontológica, educação em saúde e assistência médica.

 Assistência: Desenvolve ações com o objetivo de promover o bem-estar social através do atendimento individual, grupal e da comunidade em geral. Compreende trabalhos com grupos e ação comunitária.

Educação: Desenvolve ações voltadas para a educação da criança, do adolescente e do adulto, visando sua preparação para o exercício da cidadania. Compreende educação infantil, ensino fundamental, educação de jovens e adultos e educação complementar.

O SESC também desenvolve atividades voltadas à cultura e ao lazer

 Desenvolve ações voltadas para a difusão e a preservação do conhecimento, por meio das atividades de apresentações artísticas, desenvolvimento artístico e cultural e de biblioteca.


 Desenvolve ações lúdicas, recreativas e de entretenimento destinadas ao aproveitamento do tempo livre. Compreende as atividades de desenvolvimento físico-esportivo, recreação e turismo social


Mais informações no site do SESC Alagoas.





terça-feira, 6 de novembro de 2012

Aprovados na primeira etapa do Processo Seletivo de Estágio 2013

05 de novembro de 2012
O Sesc Alagoas, por meio do SERHT (Setor de Relações Humanas e Trabalhistas), divulga a relação dos estudantes universitários selecionados na primeira etapa do Processo Seletivo de Estágio 2013.

A primeira etapa se deu a partir da seleção dos currículos e análise dos históricos analíticos dos concorrentes. Já a segunda etapa será realizada por meio de provas teóricas específicas de cada área.

Os participantes devem ficar atentos às datas e horários das provas e não podem esquecer de levar lápis e caneta azul ou preta.

Local de prova: UNIDADE SESC JARAGUÁ (Rua do Uruguai, 267 – Jaraguá – na mesma Rua do Sesc Poço, quarteirão anterior, próximo à Academia de Dança Maria Emília Clark)

Lista dos alunos aprovados em seus respectivos cursos. 

Parabéns a todos os aprovados! e boa sorte na segunda etapa do processo seletivo.

Atividades envolvem estudo exploratório em comunidades para dependentes químicos


Myllena Diniz – estudante de Jornalismo
O projeto de extensão Comunidades de acolhida para dependentes químicos: um estudo exploratório abre inscrições para alunos de graduação em Psicologia e em Serviço Social. A seleção dos estudantes extensionistas acontece entre os dias 5 e 9 de novembro, na secretaria do curso de Psicologia, pela manhã e à tarde. Sob a coordenação do professor Cristóvão Félix Garcia, o grupo tem como objetivo o desenvolvimento de estudos sobre dependência química e a realização de trabalho de campo em comunidades de tratamento e de acolhimento de pessoas viciadas em entorpecentes.
Segundo Cristóvão Félix, 20 alunos serão selecionados para o projeto, sendo dez de Psicologia e dez de Serviço Social. O professor explica que esses estudantes estarão engajados em atividades que unem teoria e prática. “Primeiro faremos o mapeamento das comunidades de acolhida para dependentes químicos; criaremos grupo de estudo sobre dependência química; e, posteriormente, faremos a inserção de alunos de Psicologia e de Serviço Social nesses espaços para que os estudos sejam aprofundados”, destacou.
Para participar do processo seletivo, os interessados devem ter cursado os três primeiros períodos do curso. Os critérios para a seleção dos extensionistas são: apresentação de histórico analítico; interesse pela temática abordada na atividade de extensão; e disponibilidade de, no mínimo, quatro horas semanais dedicadas ao projeto, que está previsto para iniciar no próximo período letivo, a partir do dia 12 de novembro deste ano.

Disponível em: http://www.ufal.edu.br/noticias/2012/11/projeto-de-extensao-abre-inscricoes-para-alunos-de-psicologia-e-de-servico-social

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Formulação de projeto de trabalho profissional






Um dos grandes desafios hoje colocados aos assistentes sociais consiste em formular projetos que
materializarão o trabalho a ser desenvolvido. Cada vez mais, é imperativo ao assistente social identificar aquilo que requer a intervenção profissional, bem como reconhecer de que forma essa intervenção irá responder às necessidades sociais que, transformadas em demandas, serão privilegiadas nos processos de trabalho nos quais a profissão é requerida.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que, do ponto de vista jurídico-legal, dois instrumentos são fundamentais nessa definição: a Lei n. 8.662/1993 (BRASIL, 1993), que regulamenta a profissão, e o Código de Ética de 1993 (CFESS, 1993), que define as competências e os valores éticos norteadores do trabalho profissional. Para além desses instrumentos legais que compõem o projeto ético-político da profissão1, há um arsenal teórico de produções que reiteram as posições que vêm sendo construídas pela categoria profissional em defesa dos direitos sociais. É importante ressaltar que se parte do pressuposto de que há uma margem de autonomia nos processos de trabalho em que os assistentes sociais estão envolvidos, o que lhes permite desenvolver atividades comprometidas com interesses sociais presentes nos espaços sócio-ocupacionais. Assim, sem negar os condicionantes colocados pela condição de trabalhador assalariado, busca-se acentuar que há espaço para a defesa do projeto profissional em qualquer local, público ou privado, em que o assistente social é requisitado a intervir.
É certo que esse espaço não é só ocupado por assistentes sociais nem que as condições objetivas para a afirmação de um trabalho comprometido com a “garantia e ampliação dos direitos sociais” (CFESS, 1993) estão colocadas a priori. É necessário reafirmar que o Serviço Social é uma profissão que se constitui no processo de produção e reprodução das relações sociais e tem como seu objeto as diversas refrações da questão social, esta fundante para a profissão (IAMAMOTO, 2001). Ademais, reafirma-se que as formas de regulação do trabalho afetam o conteúdo do mesmo e podem interferir na autonomia relativa do profissional. Portanto, é preciso reconhecer o real compromisso da profissão com o trabalho coletivo e com o atendimento às necessidades sociais. Toda e qualquer leitura da realidade que prescindir do reconhecimento de que o trabalho do assistente social se coloca na tensão direta entre trabalho e capital corre o risco de produzir um conhecimento pragmático, descritivo, desconectado da sociedade e com as condições para a culpabilização individual de sujeitos, famílias e grupos sobre as mazelas produzidas pela sociedade capitalista. Para além desse reconhecimento, é preciso mapear o terreno sobre o qual se trabalha. Embora os princípios norteadores do projeto profissional estejam fundados na perspectiva da construção de uma outra sociedade, é nos parâmetros do capitalismo que se materializa a profissão, e o assistente social é chamado a prestar serviços que podem corroborar o status quo ou atuar para criar outras formas de sociabilidade, que problematizem a organização da sociedade. Para que isso ocorra, é necessária uma sólida formação teórica e técnica. É preciso fugir das improvisações, é imperioso planejar o trabalho, dar-lhe sentido teleológico. Como fazê-lo? Usando todo o arsenal que a ciência oferece, bem como renovando a qualificação permanentemente. Hoje, é fundamental estar preparado para as inúmeras demandas que surgem no cotidiano, tanto em quantidade como em qualidade e forma. É preciso manter os “olhos abertos”, pois o profissional que a contemporaneidade exige deve ser criativo e competente, teórica e tecnicamente, e comprometido com o projeto profissional (IAMAMOTO, 2001).

Como trabalhador especializado, o assistente social deve apresentar propostas profissionais que vislumbrem soluções para além da requisição da instituição, cujas demandas são apresentadas na versão burocratizada e do senso comum, destituídas da tradução ético-política ou da interpretação teórico-metodológica. Portanto, cabe ao assistente social a responsabilidade de imprimir na sua ação os saberes acumulados pela profissão, ao longo do processo de reelaboração das demandas a ele encaminhadas (PAIVA, 2000, p. 81). Então, a necessidade de clareza do projeto de trabalho coloca-se sobre vários ângulos. Um deles é o de que o assistente social, ao ser contratado, identifica como trabalho seu naquele espaço sócio-ocupacional. Nesse ângulo, há o reconhecimento, por parte do profissional, daquilo que lhe compete. Rompe-se, assim, com uma característica que, em muito, contribui para a desqualificação profissional, ou seja, aquela em que os assistentes sociais reproduzem o projeto institucional como o seu projeto. É certo que o projeto da instituição compõe o arsenal de conhecimento a ser levado em conta pelo assistente social, mas não encerra aquilo que a profissão tem a oferecer. Ao assumir um espaço sócio-ocupacional, há que se estabelecer, com clareza, o que a profissão tem a oferecer como subsídio para o atendimento das demandas que competem à instituição; satisfazer resguardando-se as características da natureza pública ou privada, mas mantendo-se o compromisso com estratégias que traduzam o trabalho do assistente social como espaço coletivo e democrático. Outro ângulo a ser analisado é que o projeto profissional é um importante instrumento para o trabalho com outros profissionais, quando houver, e também de balizamento do entendimento da profissão pela instituição que contrata. O projeto de trabalho deve compor as normas de regulação instituída, ser um elemento presente nas negociações, no espaço sócio-ocupacional. Ao apresentar o projeto de trabalho, o assistente social estabelece parâmetros importantes da relação profissional dentro da instituição em que trabalha.

Também é preciso que esse projeto seja um ponto de agregação da população demandatária. Ao ser formulado, deve indicar como se coloca ante as demandas da população, como pretende atendê-las e como a população pode exercer o controle do trabalho a ser executado. Aliás, essa formulação responde diretamente a um preceito do

Código de Ética, que, no artigo quinto, indica como deveres do assistente social na relação com os usuários, dentre outros: “contribuir para a viabilização da participação efetiva da população usuária nas decisões institucionais“ e “[...] democratizar as informações e o acesso aos programas disponíveis no espaço institucional, como um dos mecanismos indispensáveis à participação dos usuários”. Mais que isso, o projeto de trabalho transforma-se em um potente recurso do próprio profissional, que, assim, cria as condições adequadas para analisar seu trabalho e os resultados do mesmo. Desse modo, é importante ressaltar que o projeto de trabalho não é um mero instrumento e, muito menos, um manual a ser seguido; ele deve condensar as possibilidades e os limites colocados ao profissional para executar suas tarefas e deve iluminar sua constante avaliação da eficácia de seus instrumentos, técnicas e conhecimentos para atingir as metas propostas, que devem estar articuladas aos elementos presentes no espaço sócio-ocupacional, como também referendarem os compromissos profissionais.


Berenice Rojas Couto -  Professora de Política Social nos cursos de Graduação e Pós-Graduação da Faculdade de Serviço Social da PUCRS/Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Livro!





Tá ai mais uma produção da biblioteca básica do Serviço Social. Recomendadíssimo! Para mim, foi uma excelente fonte de pesquisa para um trabalho que precisei  fazer da faculdade, mas não consegui me deter apenas no meu tema, encontrado no livro e acredito que ainda vou precisar recorrer a ele muitas vezes, pois este livro é muito rico em outros tantos temas em debate para o Serviço Social. Vale muito a pena  fazer uma leitura ou tê-lo sempre ao alcance.